Com amor, todo sonho é possível

Ponto final

Bom dia, tudo bem?
Depois de uma carga de l milhão de volts, me refazendo.

Quero iniciar com uma frase solta no livro "O Vendedor de Sonhos - A Revolução dos Anônimos -
autor Augusto Cury

"As frustrações são um privilégio dos vivos e transcendê-las é privilégio dos sábios."

Aqui o personagem discorrendo sobre o mestre:
"Um dos ensinamentos que ouvi do homem que sigo e que penetrou como lâmina cortante em minha mente foi que qualquer dívida pode ser solucionável, abatida ou excluída, menos a dívida da consciência: quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável com seu próprio ser.
Estou aprendendo a saldar dívidas com minha consciência. Não é fácil reconhecer minha imaturidade e falar daquilo que me envergonha. Mas fugir de mim mesmo é perpetuar minhas mazelas, é levar para o palco do meu túmulo os conflitos do meu script."

Voltando à nossa realidade, embora tenha colocado muitos pontos finais em muitas áreas áreas da minha vida, havia uma que eu relutava em colocar um ponto final, o relacionamento de 36 anos, que me marcou muito e que eu sempre tendia a acreditar que a pessoa tinha uma índole boa. Tenho muito medo em julgar pessoas, é difícil, sempre ficava uma dúvida.

Neste final de semana, tive a prova final que caráter é uma questão inerente à pessoa.

Não quero saber onde o ex guardou seu dinheiro, não me interessa, a partilha; a participação tem que ser espontânea e não forçada. Forçar uma pessoa que roubou tudo da outra a confessar onde está escondendo o seu dinheiro, aquele que ganha das transações imobiliárias (muito e muito) e que não foi homem o suficiente para pagar ou colaborar com as dívidas que fui obrigada a contrair, por causa dele, isso eu não quero.

Homem com brios não usa máscaras, não dissimula, não finge, age de forma honesta, não é hipócrita.

Não força situações de stress extremo para fragilizar a sua vítima.

Veladamente: " se você não ficar eu ponho fogo em tudo vendo só o terreno por 50 mil, 25 para cada."
Pode botar fogo em tudo, pode comer todas as galinhas, pode fazer o que quiser, vai abandonar os animais, não tem problema, coloco tudo nas mãos de Deus.
.
Ele é astuto, sabe que mexe comigo a situação dos animais, sou responsável por eles, mas a condição de ser aceita aqui, para buscar a minha sobrevivência, era sem nenhum animal.

Se vocês tiverem acesso a esse livro, leiam da página 206 a 209 onde consta o depoimento da Professora Jurema que termina assim:

"Aprendi que em toda a nossa história devemos construir pontes de perdão, em especial para nos perdoar, caso contrário não conseguiremos sobreviver. Aprendi que nenhuma doença mental diminui a dignidade de um ser humano. Aprendi que excluir ou isolar alguém é assassiná-la emocionalmente, é matá-la sem interromper seus batimentos cardíacos, sem lhe extrair o sangue".

Saí de lá me sentindo um lixo, sinceramente o livro tem me ajudado muito, quando eu pensei que mulher sou eu, que filhos criei?

Eu sou responsável pelos déspotas, prepotentes, ingratos, omissos e aproveitadores que criei.

O filho que me acolhe muito delicadamente me pediu para olhar nos olhos dele e me disse:
- Olhe nos meus olhos, eu te amo e não compartilho do que aconteceu, você não é culpada, cada qual faz a sua escolha.
Desmoronei, como não ouvir um filho que diz que me ama, justo eu que falhei no pior momento dele?
A docilidade do gesto me fez repensar e não generalizar.

Aí lembrei de outra frase do livro do Augusto Cury:
"- Quem não aprender a garimpar ouro no solo da sua história, jamais terá habilidade para se elaborar e se superar. "

Caminhando, sem lenço e sem documento, eu vou..............

Até breve, abraços carinhosos

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