Com amor, todo sonho é possível

Segurança

"Você é livre para fazer as suas escolhas, 
mas você é prisioneiro das consequências"
                                                                                                              Pablo Neruda

Segurança é um tema muito importante, principalmente, para quem tem crianças e, para o idoso que mora sozinho. 
Quando tinha meus filhos pequenos, qualquer acidente com eles, me dava um branco e ficava sem saber como socorrer, assim, descobri que não podia ver sangue, imagina eu, que desejava cursar medicina.
Mas Deus foi pontual, me permitiu que focasse o social.
Ontem passei um dia maravilhoso, nosso penúltimo dia de trabalho no grupo, na próxima quarta feira encerramos o ano, para retornar em 05 de fevereiro.
Fui para casa para prepará-la para as festas, não ia festejar, mas como meu filho mais velho ligou, não queria que meus netos chegassem em minha casa e não vissem a alegria que sempre tive em recebê-los e uma das minhas marcas sempre foi, decorar a casa com grande satisfação. 
Antes do telefonema, já havia retirado e lavado as cortinas da cozinha e dos quartos, deixando as paredes livres para higienizar com água e cândida. Só restavam as cortinas da sala, que deixo sempre por último.
Só que a gente se acha tão poderosa, que não vê perigo em coisas simples. Tenho por hábito usar a escada, fácil de carregar, mas achei que pudesse resolver sem a pegar.
Costumo cruzar as pontas das cortinas no meio, para que não abram, estava difícil de desatar o nó, nem lembrei que estava em cima do encosto do sofá e dei um tranco para o laço arrebentar.
Quando me dei conta, já estava no chão, urrando de dor e sem poder me levantar.
Aí, me dei conta que não tenho vizinhos, ninguém iria me ouvir, respirei fundo e senti uma dor profunda no quadril do lado esquerdo.
Pensei em não me mexer, com medo do que pudesse acontecer, no entanto, lembrei que ficaria dias no mesmo lugar e precisava reagir para o pior evitar. Me arrastei para a cama que fica na sala e a minha bolsa sempre fica lá.
Liguei para o filho que todo mês vem me trazer as cestas que recebe da firma onde trabalha.
Não demorou muito e quem aparece é o filho que muito me decepcionou.
Perguntei o que veio fazer, porque lembrei da última vez que o vi:
-"Estou trazendo a ração, porque os animais não têm culpa do que aconteceu"
e, ao entrar no carro cuspiu:
                                           -"me deserda".
Como não tenho nada, tudo eles me roubaram, só podia ser, deserdá-lo do que ainda nos unia - a relação de mãe e filho.
Na hora, passou por minha cabeça tudo isso e falei:
                     -"Como pediu, você não é mais meu filho, também não te quero aqui".
Liguei para minha amiga, um anjo muito especial, pedindo ajuda.
Meu filho saiu e, logo em seguida entrou sua mulher.
Da mesma forma, falei que não os queria aqui:
               -"Vocês me tiraram a alegria e o prazer de acompanhar o crescimento dos meus netos, 
                                                                      vocês 2 são um lixo."
Com muita dor no coração, mas, percebendo um neto que tem medo de mim e está crescendo com os adjetivos que a sua mãe coloca em sua cabecinha:
- "Sua vó é bruxa."
- "Sua vó é louca." 
A minha netinha de 1 ano e 1 mês, tão linda, sem poder abraçá-la e amá-la de perto, eu não tinha outra alternativa senão dispensá-los, porque:
lº ) os filhos que moram aqui não querem que eu fique em minha casa;
2º) todos, com quem me relaciono, têm me alertado para não assinar papel algum;
3º) esse filho é perito em falsificar assinatura em documentos, que cartório não consegue identificar;
4º) eles alteraram, até, informações no cadastro do meu benefício.
5º) sabendo que havia sido agredida, mentiu e jurou, para conseguir advogado para o pai.

Portanto, não sei mais quem são esses filhos, não posso confiar.

Logo, em seguida, chegou o pai de meu anjo, com o acompanhante para me levar ao PS.

Fui atendida, imediatamente, o médico verificou sinais, pedindo que movimentasse as pernas: - consegui.
Na queda bati com a cabeça na mesa, meio das costas no sofá e o impacto da queda foi maior do quadril no chão.
Felizmente nada fraturei, fui medicada e liberada.
O alívio foi imediato, o conforto da "não dor" foi me esquentando, permitindo que me levantasse e andasse, suava demais, já parou e as mãos geladas, voltaram ao normal.

Agradeço, 
do fundo do meu coração, 
a todos os anjos que me cercam, 
que sejam sempre muito abençoados. 

Acordei, hoje, às 8 horas e fui ver os estragos que havia feito, retirei a cortina do varão, no chão e as dores começaram a apontar. Ontem, na hora da dor, fechei a casa e só queria chegar o mais rápido possível ao médico para saber se algo mais grave havia acontecido. Vou ter que ir ao PS, para me aliviar das dores que já estão a me incomodar.
Por confiar muito em Deus e, ter a cabeça jovem, como meu pai, que mesmo em fase terminal (câncer de cólon) lutou muito para aqui ficar, acredito que tudo é fácil de executar. Agora, tem um ponto que preciso sempre lembrar, não tenho mais 15 anos e qualquer imprudência poderá me lesar.

Como minha terapeuta fala sempre: - "não fale mais que tem medo, procure dizer que tem receio e, algumas coisas, por prudência, evitar."

Sou uma pessoa muito determinada, não aceito favores que não possa pagar e neste momento, não consigo olhar para esse filho sem pensar na enorme decepção que me causou. Não adianta colocar sorriso no rosto, se o meu coração está sangrando. Prefiro olhar nos seus olhos e dizer que me magoou, do que mascarar com as mentiras que fazem parte da sua vida. É uma pena, você tinha tudo para ser um grande homem e hoje não passa de um verme, como o teu protegido (pai). As dores da alma precisam sarar.

Infelizmente, também sou uma pessoa difícil.
Não posso ser dona da terra. Veja em "Se", publicado em 3 de dezembro, neste Blog.
Abraços muito carinhosos a todos

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