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Violência contra a mulher


Quando resolvi montar um blog, a intenção era falar de flores, artesanato, especialmente trico e de tantas outras coisas tão belas da vida, principalmente o amor: amor filial, amizades e amor ao próximo.

Mas, a vida vai nos surpreendendo a cada instante e, por passar dissabores, precisei levar a público situações, nada agradáveis, que me fizeram mudar o foco e levantar bandeira, em defesa das mulheres, que por desconhecerem, muitas vezes, se sujeitam a tantas torturas, são mortas na maior estupidez e os criminosos desfilam, debocham, encaram e ameaçam a vítima, por conta da impunidade.
Recebi o jornal de classe: Ação jornal do CRESS-SP, JAN/FEV/MAR - 2014, que entre vários assuntos, me chamou a atenção a luta dos assistentes sociais e outros grupos que se reuniram para manifestar repúdio contra o machismo e a violência contra a mulher.


Devidamente autorizada, estou transcrevendo o texto da página 9:

""VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Uma em cada três mulheres no mundo já foi espancada ou violentada sexualmente, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, da Presidência da República, contabilizou, em 2012, um total de 88.865 relatos de violência contra a mulher. Desse número, 50.236 correspondem à violência física, seguidos de 24.477 relatos de violência psicológica. Em 70% dos casos, o agressor era o companheiro da vítima.
Para combater a violência e proteger as mulheres vítimas de agressões, foi promulgada, em 2006, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), que determina o fim da impunidade, por possibilitar que os agressores sejam identificados como criminosos e cumpram penas pela agressão. Segundo Eloísa (presidenta do CRESS), apesar de ser uma conquista importante, ainda falta avançar na qualidade de sua aplicação. . A proteção integral da mulher que denuncia ainda é deficiente, com casos de óbito e boletins de ocorrência negligenciados. "A qualidade começa com um trabalho preventivo, com nossas crianças e jovens nas escolas e com a Lei sendo efetivada pelos vários setores que a compõem", conclui.
Como complemento à Lei Maria da Penha, a presidenta Dilma Rousseff lançou, em 2013, o Programa Mulher, Viver sem Violência, que cria condições especiais de atendimento para mulheres violentadas, a partir da construção de centros onde serão integrados serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimento, abrigamento e orientação para o trabalho em todas as capitais brasileiras. No entanto, por ser recente, ele ainda não é tão conhecido pela população. Segundo Eloísa, em São Paulo, estado mais rico da Federação, existe pouca ou quase nenhuma repercussão sobre o programa. Já para a militante Sonia, o Mulher, Viver sem Violência é mais uma oportunidade de os estados se envolverem com a responsabilidade por políticas de enfrentamento da violência contra a mulher.
Em relação à violência, a ampliação da inserção da categoria profissional de assistente social no campo sociojurídico, por exemplo, pode viabilizar e fortalecer a defesa da Lei Maria da Penha. "Junto com o movimento de mulheres, podemos atuar e encaminhar propostas conjuntas para que a Lei seja efetivada e melhorada", afirma Eloísa. Além disso, a categoria pode acolher e orientar para fazer cumprir os direitos para a mulher que sofreu violência.

DESAFIOS
Levar a temática dos direitos das mulheres para além das discussões entre assistentes sociais e provocar o engajamento também da população em geral pode ocorrer somente com atuação junto aos movimentos e redes sociais. É o que afirma Eloísa, que também defende a necessidade de um trabalho preventivo com crianças e jovens, para que se tornem adultos/as conscientes e habituados/as aos seus direitos, de forma a não terem dúvidas relacionadas ao tema.
No mesmo sentido, a MMM tem atuado em aliança com outros movimentos sociais mistos para a incorporação da luta feminista em suas agendas, combatendo o machismo impregnado na cultura do país. A marcha se organiza em 22 estados e no Distrito Federal, por meio de comitês, com a participação de mulheres jovens e adultas, do meio urbano e rural.
"Os desafios para o engajamento na luta pelos direitos das mulheres da população estão relacionados à dificuldade que elas próprias têm de participar, devido à vida sobrecarregada com o trabalho e tarefas domésticas", conclui Sonia.""


Diante dessa situação, peço, encarecidamente, que promovam o maior compartilhamento possível, através das redes sociais, para nos unirmos aos movimentos que estão lutando para a efetivação e melhoria da Lei em defesa da mulher violentada. 
Precisamos defender a família, tirando do convívio, os monstros que agridem mulheres. 

Agradeço, abraços carinhosos
Maria Teresa

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