Com amor, todo sonho é possível

Tudo se repete (2)


Flor do Guarujá 02/02/2015



Cada dia que passa tenho mais certeza que não devemos continuar.
Veja bem, no domingo, quando comecei a ficar nervosa, você não estava nem aí, pegou seu carro e se mandou. Ontem, quando precisei de você, começou a se afastar, como se não estivesse acompanhado, se eu não tivesse encontrado o dinheiro com facilidade, só a tua passagem ia pagar. Não fez questão de esclarecer as coisas que não estou entendendo.
Amor não é isso, amor é compreensão, segurança e respeito e, infelizmente, você não me oferece nada, muito pelo contrário, você só exige. Quando você quer eu tenho que estar à tua disposição, quando eu quero conversar, você não pode, tem que fazer companhia à mamãe, aos teus amigos ou jogar.
Você é um forte candidato a usar ornamentos na cabeça, pois se a gente gosta de alguém, é justo procurar proteger, cuidando para não perder.
A tua preocupação maior é ser visto comigo na Empresa, assim mostra para quem estiver interessado que ainda é o dono, só que você não sabe que eu sou de carne e osso, a hora que mais preciso é à noite e nos finais de semana e, é isso que pretendo preencher.
Sabe, eu tenho muita coisa para dar e, vou acabar com você, para poder encontrar alguém que queira repartir comigo tudo que existe de bom na vida, frisando, apenas, que a decisão de acabar com tudo partiu de você no dia 17 de setembro, por isso não tente fazer chantagem dizendo que eu faço isto porque quero uma desculpa, a iniciativa foi tua e escuto até hoje:
"pega essa mulher, leva para a casa dela e vê se volta logo pra casa" lindo, não?
Para ser franca, da mesma maneira como você não gosta de minha forma de pensar e das minhas ações, incluindo os defeitos que tenho, eu também não posso mais disfarçar a situação. Em nenhum momento ouvi de você coisas agradáveis, você só sabe me tratar com brutalidade, nunca mantém um diálogo.
Sabe, não admito pessoa que faça gozações quando o assunto é sério. Gosto de homem que tenha os pés no chão, que saiba exatamente o que quer, e valorize a mulher que o acompanha, além do mais, quero um homem LIVRE.
Como você mesmo me disse -"você errou 2 vezes" - e, não irei entrar na 3ª, sabendo de antemão que você não é o companheiro ideal. Curta bastante a tua vida, com quem você gosta de ficar, você é egoísta, só quer saber de receber, não dá nunca.
E, tem mais, quem fica quase 3 meses longe da pessoa que "diz" amar, só porque um cunhado mandou, amanhã encontrará uma desculpa qualquer para sair de novo e aí, se eu aprontar, serei a culpada.
Eu quero alguém que converse comigo e, quando eu quiser conversar ou acariciar, esteja ao meu lado. Por tudo isso, quero que você saiba que, como nunca existiu compromisso e pelo que estou vendo, nunca você se preocupará em formalizar nossa união, a partir de agora, não quero tua companhia na Empresa.
Você, realmente, não consegue compreender as coisas, sou muito emotiva, sensível e cheguei ao limite. Não dá mais para continuar a farsa, já percebi teu jogo, você quer ganhar tempo, só não consegui saber o motivo.
E, é isso, você quer fazer de mim, uma amiguinha, bicho, é isso aí.
É uma boa, não? Tá na moda.
Enquanto isso, a besta fica sozinha e se sair com algum homem, está sujeita a ter os dentes quebrados, como ameaça.
Nessa hora você é um machão perfeito, mas para assumir com as responsabilidades, vem com a conversa mole - "você é apressada", "calma", "a gente vai fazer"...
Quando? Eu te pergunto.
Passaram-se 2 anos e a indecisão continua.
É muito tempo para esperar por uma decisão, vejo as coisas de maneira mais simples, ou eu quero ou eu não quero; se minha opção é continuar então devo planejar uma vida, construindo um futuro ao lado do meu companheiro.
E, já que nunca você pode sair comigo, me dar atenção ou me ouvir nos momentos difíceis, pelo menos a gente terminando com a brincadeira, eu poderei sair livre e viver, encontrando quem me escute.
Não dará certo, também, porque você já se acostumou, toda vez que a gente começa a discutir, você me deixa e vai embora. Você não consegue dialogar, foge sempre que a barra começa a pesar. Seria cretinice de minha parte levar avante uma união que não existe, você só pensa na tua família (usa como desculpa), o que eles falam é lei para você e obedece a tudo, sem pensar se está ou não ferindo a mim. Eu posso ficar só, sou apenas uma vagabunda com quem você sai, sou tua comida e nada além disso, porque pensar nos sentimentos da vadia? Eu só levo a pior - tenho que aceitar tudo que você faz e ainda achar que está tudo bem.
Você não pensou na desmoralização a que me submeteu, já ouviu os comentários que fazem de mim. Procurou avaliar o meu sofrimento ao saber que tenho o conceito de mulher vulgar - na Empresa, no meu bairro, no teu bairro e com teus parentes. Imagino que nem pensou, não é?
Um dia você disse que faltava qualquer coisa para nós e eu te esclareço agora, depois de unir todos os pontinhos, cheguei à seguinte conclusão:
"você não me ama"
só continua, porque quer ter a posse do objeto e não admite que outro me possua.
Tentei de todas as formas construir algo de bom, não foi possível, você em sua mesquinhez impôs a condição da separação dos filhos, acho engraçado, eles que tanto te amam e tudo fazem para nos unir, no entanto, não se desgruda de tua família, que só fizeram para nos destruir, ou melhor, como eles dizem "para a tua felicidade" e, como você pensa dessa forma e aceita a imposição deles, é melhor mesmo que acabe tudo, façamos a vontade dos teus senhores.
Como você escreveu, nós tínhamos tudo para vencer, mas não deu certo, principalmente agora depois desta separação, comecei a compreender que não o amo mais, pois para mim, quem deixa a mulher e não pensa nas consequências, não gosta dela e só uma idiota continuaria gostando desse homem.
Existem coisas visíveis e você não entende, no meu casamento anterior, o que mais me chocou foi a irresponsabilidade de um homem em deixar a família.
Admito tudo no homem, pode ser pobre, sem instrução, simples, até um lixeiro, mas não admito a falta de caráter e irresponsabilidade.
Cansei!!!
Adeus!!!
Aqui meu desabafo em 11/77, logo em seguida, a carta que entreguei para terminar.

Ocaso em  01/02/2015


Abraços carinhosos

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