Com amor, todo sonho é possível

Porque sou assim!!!

" Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles."
Rui Barbosa

"Eu não sou o que aconteceu comigo. Eu sou o que escolhi me tornar."
Carl Jung

Flores do Urucum, são cor de rosa, são lindas.
Gostava muito da cor azul, depois da cor verde, hoje curto rosa...



Porque sou assim!!!
A vida me ensinou, 
que não se deve desistir. 
A vida me ensinou, 
também, 
que não podemos nos calar e, 
quando os filhos erram, 
não aceitam nos ouvir,
nem é feita Justiça,
para reparar os erros.
Nós devemos reagir,
passando a lição
a esses filhos,
para que nunca,
se aliem a bandidos,
por melhor que 
seja a "oferta".
Perdoar,
já perdoei,
meu amor por eles,
é muito maior,
que tudo que
me fizeram,
mas,
não posso me omitir.
nem ser conivente,
com os crimes que cometeram,
por pura ganância e perversidade.
Maria Teresa

Vim com minha mãe, para o Brasil, com 3 anos de idade. Lembro de muitas coisas da fase de criança, mas, as que mais me marcaram, foram algumas situações específicas, são lembranças que já não me causam dor, fazem apenas, parte da memória, afirmando, que tudo que passamos ou caminhos que escolhemos, são sempre vivências para nosso aprendizado, para nossa evolução.

Aos 5 anos, fui para o colégio de freiras, regime de internato, em Pinheiros. Aos 8, iria sair, com a morte de minha mãe, retornei, agora em Laranjal Paulista. Recebia a visita de meu pai, 1 vez por mês. Aos 11 anos, sai de férias e não quis retornar, meu pai reclamava muito pelo que pagava.
Ao sair, comecei a conviver, novamente, com a realidade da minha família, violência doméstica. Meu pai bebia muito, dizia que era de desgosto, já estava com uma nova companheira e morava em um cortiço. Me mandaram para a casa de 1 senhora, mas, como tinha 1 filho de 17 anos, não deu certo, saí da casa, correndo, não mais quis voltar.
Meu pai comprou uma kit, no prédio da esquina, que bom,  já tinha banheiro, não precisava mais tomar banho de bacia no quarto, porque o banheiro era de uso comum, isso me incomodava muito. Agora, os banhos eram frios, estava acostumada, no colégio também eram, mas do chuveiro, não abria mão.

Logo, para me ocupar, me pôs para trabalhar no bar, levantava às 3,30hs da manhã, trabalhava feito homem, para dar conta de estar tudo pronto às 5 hs, quando começavam os programas sertanejos; às 7,30, era a vez dos empregados de um grande magazine, que vinham tomar café. Preparando e servindo, desde cedo, me dava uma fome enorme, quando ia tomar meu café, todos os dias, a mesma coisa - "Você ainda não ganhou pra comer." Aquilo descia arranhando a minha garganta e não havia jeito, por qualquer coisa, lá vinham os safanões, com o que tivesse nas mãos. Nem os empregados ou clientes, se safavam, descia a mão em todo mundo, acredito que a bebida o deixava tão agressivo.

Passei minha adolescência, presenciando as surras que a minha madrasta tomava, cenas que não me saem do pensamento. Não me permitia ter amigas e nem pensar em namorar.
Jurava, a mim mesma, que jamais passaria por isso. Estudaria, para me tornar independente.
Meu pai tinha um outro vício, além da bebida: mulheres.
Era vistoso, tinha fama de rico, um jovem viúvo e com uma menina para criar, coitadinho, todas caiam em sua lábia, eu presenciava, tinha que ficar quieta, não podia falar que já tinha companheira. Um dia, a minha madrasta, descobriu que eu ia junto, à casa das amantes, não deu outra, fez a cabeça de meu pai, levei uma surra e fui parar no pronto socorro, com a cabeça rachada, depois de ficar de molho na banheira, com salmoura, sangrando muito, por quase uma noite.
Aos 13 anos, fui procurar emprego fora, continuei estudando.

Aos 18 anos, peguei a minha trouxa, que só continha livros e fugi, ia ser freira.
Tem muita coisa que já contei, aqui no blog, mas tem uma, que pegou muito, por conta da minha personalidade forte, lia muito sobre comportamento, para tentar entender as pessoas e formar meus pensamentos. Achava que uma mulher para casar e, dar certo, deveria ser completa para o marido. E, com esse pensamento, quando uma pessoa me pediu em namoro, aos 19 anos (sem nunca ter namorado antes), fui categórica: "só namoro, se tivermos relações sexuais e eu me sentir bem." Claro que aceitou e gostei, depois marcamos casamento. No entanto, tudo começou a dar errado, por conta das fixações que ele tinha, que pra mim, não agradavam.

Sempre fui muito determinada na profissão, se achava que podia ganhar mais e não havia plano de carreira, que me agradasse, eu procurava outra empresa. Depois de 6 meses na nova empresa,  ao ser promovida, conheci uma pessoa maravilhosa, por quem me apaixonei no 1º olhar. Cheguei em casa e falei que não ia mais casar, não teve jeito, agora não poderia mais voltar atrás, apanhei e casei com o rosto roxo e marcado dos tapas que levei.
Um mês depois, fugi com o homem, com quem vivi por 5 anos, e com quem tive 3 filhos.
Era uma pessoa criada com muita liberdade, que naquela época, era questão de honra para os pais, aos quatorze anos, recebeu do pai, a chave da casa, - "você é homem, toma a tua liberdade."
A 1ª coisa que falou, quando marcamos encontro, foi: -"não me apareça com cara de "Maria Mijona", senão não te quero." E, mudei, encurtei minhas roupas, cortei meus cabelos bem curtinho - (Joãozinho), passei a me maquiar e a me arrumar melhor, a partir dos 20 anos.
Foi muito responsável, trabalhador e me proporcionou uma vida muito boa, os 2 trabalhávamos e ganhávamos muito bem, conheci os melhores restaurantes de São Paulo, como também, me levou a lugares maravilhosos. Com a doença de nosso primeiro filho (aos 3 meses de idade), optamos que eu parasse de trabalhar e estudar (2º ano SS), para cuidar do nosso filho e formar nossa família, pois queríamos mais crianças.

Era um excelente profissional, conhecia tudo na área dele e dizia que do estudo não precisava; era com sua experiência e grande conhecimento (sabia das Leis trabalhistas mais que advogado) que garantia o emprego, era gerente de RH, de um banco (que foi encampado). Conclusão: para o cargo e salário que pleiteava, as empresas começaram a exigir comprovação da escolaridade, só a carteira profissional e a experiência, já não lhe abriam as portas para o emprego.
Com 3 filhos, o último recém nascido, nossa casa recém adquirida, para onde foram: seu pai (também desempregado), sua mãe, sua irmã recém separada e mais os 2 filhos dela. Saíamos os 2 à procura de emprego. Chegamos a trabalhar com venda de enciclopédias, mas, não conseguíamos mais dinheiro para alimentar nossos filhos. Brigamos, separada dele, consegui emprego em meu antigo empregador (com salário bem inferior ao do meu último emprego), na época poucas empresas aceitavam mulheres com filho e eu já tinha 3, fui aproveitada na área de Serviços Assistenciais.
E, também retornei à faculdade, iniciei do 1º ano, não havia trancado a matrícula.
Todos falavam da chefia, dizendo que o marido vivia às custas dela e ele mantinha amantes. Imagina, falaram pra mim, justo a pessoa que achava que tinha todas as certezas da vida, já não conseguia falar com ela, com aquilo travado. Não deixei por menos, conversei com ela, o quanto era bonita (era mesmo uma mulher linda), inteligente, que deveria tingir o cabelo, (seus olhos de um azul lindo, eram tristes), para ganhar mais vida. Ela não gostou. Começamos a nos estranhar.
Ninguém imagina o que é bater de frente com a chefia, para brigar por direitos dos empregados, pois eu batia de frente. Não sem razão, antes consultava e, depois não entendia como uma pessoa podia ser tão fria. Havia um funcionário, que tinha uma filha de 9 anos, com leucemia, sua dívida com a empresa era enorme, consultei o órgão responsável e soube que tinha direito há mais descontos. Preparei a folha e mandei para a chefia, que logo me chamou e falou: -"Você não está na Empresa para defender os direitos dos empregados, quem te paga é a Empresa, além do mais, não adianta nada o que ele está fazendo, atrás de tantos tratamentos, ela vai morrer mesmo." Aquilo me atingiu de tal forma que, na hora, não quis mais trabalhar ali.
Mais tarde, soube que sua filha estava no cinema e foi atingida, na cabeça, por uma viga que se desprendeu do teto, a menina em coma, corria o risco de ficar paraplégica. Saiu da empresa para cuidar da filha e do marido que teve um AVC.
Quem somos nós, para questionar ou interferir na vida dos outros.
Foi uma grande lição pra mim.

Meu ex companheiro e eu tentamos reatar, mas ele exigia que eu abandonasse a escola e o trabalho. Optei por continuar estudando e trabalhando, em mim eu confiava, como ele permanecia irredutível em não estudar, com 3 filhos, não podia mais arriscar, a responsabilidade passou a ser minha.

Contei, porque todas as convicções que eu tinha, caíram por terra, quando casei pela 2ª vez, percebi o erro e quis me divorciar. Prestes a ficar desempregada, com 5 filhos, pensei na morte, para garantir a sobrevivência de meus filhos, mas meu castigo foi pior, a minha cabeça adoeceu, por não encontrar um meio de me libertar da prisão em que me meti. Hoje, acredito que foi a forma de Deus me ajudar a passar, para que pudesse conhecer cada uma das pessoas, pelas quais eu dava a minha própria vida por elas.

Por ter vindo de um ambiente familiar complicado, procurei sempre agir o melhor possível, para que meus filhos não usassem o meu comportamento como desculpa, ou que pudessem se envergonhar de mim. Sempre priorizei o bem, a gratidão e o respeito, não me arrependo de ter agido dessa maneira, não tenho remorsos de, nos momentos que vinham reclamar do padastro ou do pai, ter sempre orientado a não reagirem, a valorizarem aquele que estava em casa ou mesmo a relevarem os erros e mal tratos do pai, sempre disse que, o que ele fazia de errado comigo, era uma coisa; pra mim nunca prestou, mas, infelizmente, era o pai deles, uma vez que não aceitavam que eu me separasse, deveriam respeitá-lo. E, por mais que pedisse ao pai para remunerá-los pelo trabalho, eles trabalhavam e não recebiam, ou mesmo para tratá-los melhor, nunca me ouviu.

Ganhei de meu pai uma viagem a Portugal, em 1998, só iríamos os 2, como eu não dirigia, estendeu o convite ao ex marido. Mas, lá chegando, meu pai contou pra todos que eu sustentava um vagabundo. Já estava cheia de vê-lo, ligando todo dia, pra amante no Brasil e, ainda com a vergonha que fiquei, antecipei a volta em 20 dias. Aqui chegando, com a sobra do dinheiro que ganhei de meu pai, fui obrigada a pagar alugueis aos proprietários dos imóveis administrados por ele, na imobiliária, porque recebia dos inquilinos e desaparecia com os valores. Precisei vender a minha casa, porque estava indo a leilão, consumiu com tudo que eu tinha, nunca teve responsabilidade com nada. Nunca pagou convênio médico, que me descontavam em folha. Até para abrir conta em banco, utilizou meu CPF, deu golpe na praça e a cobrança veio no meu CPF. Na hora de receber o espólio de meu pai, fui obrigada a quitar débitos da Receita Federal em nome dele. É um perfeito "171".

Passei por muitos vexames, fui chamada na escola porque meu filho, desaforado, abaixou a calça pra professora, e estava sem cueca. O menino apanhou muito, mas quem dava o exemplo era o pai, que não usava cueca para facilitar o namoro com as v"sadias" que arranjava. Esse filho, ainda teve coragem de me dizer na cara, que agradecia ao pai pelas surras que tomou, tamanha a lavagem cerebral a que foi submetido, ganhando 1 carro para defender o indivíduo que se intitula "pai" e, vir me ameaçar de morte.

Esse homem, em 2010, andava de novo com outra v"sadia", quando pedi o divórcio e, sugeri vendermos a casa para pagar as dívidas das falências dele/filho e dividirmos o que sobrasse, não aceitou, falou que ia botar fogo na casa e venderíamos o terreno por 50 mil, 25 pra cada um, as ameaças se tornaram mais frequentes e mais assustadoras. Depois, mudou de ideia, concordou em vender, mas exigia 150 mil na mão dele, quando vi que não tinha jeito, procurei advogado e falei que estávamos separados de corpos. Ao perceber, que não tinha mais chance e, eu estava mesmo decidida a fazer o divórcio, mexeu com a única coisa que eu me importava: meus filhos.

Tratou de pedir perdão aos filhos, por tudo o que fez pra eles e aliciá-los na minha morte, era a  forma de lucrarem, as dívidas são quitadas e ele receberia a pensão do INSS limpinha, sem descontos,  além da parte que cabia a ele, na casa, eles levariam mais a parte que teriam direito (filhos) com a minha morte, já tudo arrumadinho, até no cadastro do meu benefício entraram e alteraram, colocando o telefone de mais uma cúmplice, que ajeitaria tudo pra ele. As ameaças, as torturas e o estupro foram planejados em quadrilha, para me desequilibrar e poder me matar. Razão pela qual, não permitia vender a casa, comigo viva, ele ia receber só a parte dele. Por isso, também, saquearam minha casa, levando as coleções, utensílios domésticos e pertences meus, além de muitas peças de enxoval do Grupo, que estavam sob minha guarda, a intenção era me matar, não deixariam nada para os outros 3 filhos, de minha união anterior. Além de começar a pagar almoços, jantares, sorvetes e arrumar casa para os 2 mais velhos. Foi um plano perverso e macabro contra a própria mãe, que sempre priorizou a ética, a moral e o respeito ao próximo.

Esses filhos me ignoraram, me desprezaram, me difamaram e me caluniaram pela cidade, a ponto das pessoas a quem peço para fazer algum serviço, não aceitarem fazer. E, alguns, aproveitadores, estão destruindo o que ainda funcionava, como no caso do poço: me obstruíram o poço, a pessoa que contratei (junho/2014), mudou todo o sistema de água, depois de me cobrar uma fortuna, pelos materiais/serviço, que paguei na hora que entregou o serviço, no outro dia, já não funcionava, me deixando sem água, até agora. Estão destruindo a rua da chácara, impossibilitando meu acesso e a saída. É engraçado, até pessoas que já prestaram serviços aqui, que sempre confiei e, estão desempregadas, se esquivam de mim, como se eu fosse uma doente. Sem dizer, que nem prestar queixa na DP, posso, todos, lá, me tratam com descaso.
Me isolaram na cidade.

Já que o plano foi tão bem elaborado, só posso parabenizar a esses filhos/noras e deixar mais uma lição de vida, se é que eles aceitam: tudo que aqui se faz, aqui mesmo será cobrado.
Isso, não é porque eu seja "bruxa" e nem "velha louca", como ensinam aos meus netos, não desejo nenhum mal a eles, é a lei da vida: toda energia boa ou má que se lança aos outros, volta a quem lançou, com a mesma intensidade. Não sou de passar a mão em cabeça de filho, quando faz coisa errada, eles precisam de correção, são meus filhos, é minha obrigação corrigi-los, portanto, já que não querem me ouvir, torno público, porque não criei filhos mau caráter, disso tenho plena certeza.
Tenho dó desses filhos, pela sordidez dos seus atos, mas vou permanecer aqui, mesmo correndo risco de vida, enquanto Deus me permitir, aguardando que um dia queiram vir me visitar ou se desculpar. Acredito, também, que Deus possa operar um milagre, tirando o mal que habita em seus corações. Que Deus abençoe a todos.

Cristo me salvou, libertou, resgatou e acolheu. Cristo me mantém de pé, lúcida e graças a Ele, minha pressão estabilizou, já que, desde 1983, estava sempre alterada e muito alta. Estou sem água, tomando banho em bacia e, não estou incomodada.

Agradeço a Deus a todo momento, pela vida que me proporciona, passo por provas, como qualquer pessoa, mas hoje eu tenho esperança de um futuro melhor, sob Sua Proteção.

Abraços carinhosos

9 comentários:

  1. legal sua historia amiga bom saber um pouquinho mais de ti bjkas linda semana pra ti

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    1. Agradeço o carinho Claudia,
      abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  2. Olá Maria Teresa, uma história tristíssima e que nos leva à reflexão. Tb não sei se conseguiria perdoar tanta malvadeza. O que lhe vale e a salva é sua grande fé em Cristo e a esperança de um porvir mais tranquilo! um grande beijo, Val

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    1. É o que mais agradeço Val, a força
      que encontrei na fé e a esperança de um
      amanhã melhor. Agradeço seu carinho,
      abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  3. Um testemunho muito sério e triste. Fico feliz que tenhas conseguido dar a volta por cima!

    Bjxxx

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    1. Agradeço o carinho Isy, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  4. Maria Teresa,
    Fiquei muito emocionada com a sua historia de vida! No decorrer da leitura, lagrimas desceram! Meu Deus, quanto sofrimento! Vc eh uma guerreira! Que Deus te proteja e te abencoe sempre! Bjs e uma noite de paz!

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    1. Amém!!! Bom dia Lucia, me assustei, quando percebi que os filhos
      estavam envolvidos nessa trama e ao pedir ajuda ao mais
      velho dos 3, olhando pra mim, com desdém, me falou:
      -"Deus não dá fardo maior do que se possa carregar".
      Na hora me chocou, mas depois, cai em mim e agradeci:
      "eu sou fraca, forte é o Deus que habita em mim."
      Se passei por tudo isso, alguma razão tem e eu não
      posso desistir do caminho que escolhi.
      Agradeço seu carinho, que seja sempre abençoada,
      abraços carinhosos
      Maria Teresa

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    2. Fique em paz, Maria Teresa! E nao perca a sua Fe!
      Vc ja esta em minhas oracoes! Bjs e uma otima noite!

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