Com amor, todo sonho é possível

Feliz dia das mães!!!

"Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles."
Rui Barbosa
"Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha."
Victor Hugo

" Eu não sou o que aconteceu comigo. Eu sou o que escolhi me tornar."
Carl Jung

"Este é o meu momento, 
estou me desnudando do que era,
para assumir o que sou,
sem culpas, nem medos."
Maria Teresa

"Só conseguimos 

saber o caminho,
se entendermos o ontem,
para manter o rumo."
Maria Teresa

Abraços carinhosos a todas as mães, sem distinção ou descriminalização, desejando que sejam sempre abençoadas por Deus e agraciadas com o carinho de seu (s) filho (s) ou filha (s).

Àquelas, que como eu, não recebem abraços, no dia de hoje, acredito que Deus está nos abraçando por ele(s) ou ela(s). 

Neste dia das mães, quero agradecer à minha mãe, após 57 anos sem ela, lembro de sua passividade, pouco ouvia a sua voz, mas tinha um sorriso largo, cheio de ternura e me passou tanta doçura, mesmo sem estar presente. Até na sua grande fraqueza, eu muito aprendi, hoje posso falar, que para se suicidar, é preciso ter coragem e, nisso, eu fui uma grande covarde. Eu não quero morrer, não fico mais calada, para que as palavras presas em meu peito, não me sufoquem. Por isso, grito e clamo por Justiça, muito embora, já esteja convencida de que nada adianta, lutar contra um sistema falido e corrompido pelo poder de quem mais pode.

Depois de passados tantos anos, ainda sem muitas respostas, observando o comportamento das pessoas, tento entender as razões da sua escolha, fugir da vida. Porque? Razões, talvez muitas, mas, apenas uma certeza, você não conheceu a Deus, que de mim se apiedou e me tirou, esses pensamentos. Hoje, agradeço a você, minha mãe "Maria da Luz", por me mostrar que não se deve fugir, o tempo se encarrega de mostrar as ações de nefastos em nossa vida.

Deus, com sua Infinita Misericórdia, me possibilitou, escutar de quem lhe prejudicou e indiretamente a matou, que a culpa de todo mal que lhe acontecera, era dele, pessoa gananciosa, soberba e dura, que jamais imaginei capaz desse gesto de humildade. Me pedindo perdão pelo que lhe fizera. Disso, eu tinha plena certeza, eu era testemunha viva do que acontecia, mas, por respeito a você, minha mãe, nunca respondi ou distratei a esse senhor, que sempre se referiu a mim, como "filha mansa", a quem sempre imputou a culpa de sua morte. Embora, agora, fosse muito tarde, nada mais a traria de volta, mas você, minha mãe, me deu uma grande lição, naquele momento.

Realmente, não foi fácil, quando me vi num beco sem saída, impossibilitada de reagir, cerceada em minha liberdade, obrigada a conviver com um mentiroso, cafajeste, irresponsável e perverso, que para se beneficiar, foi capaz da maior crueldade, corromper meus filhos, pelos olhos da cobiça, me calando pelo preconceito, já que para a Justiça, não tenho voz, não tenho direitos, nem credibilidade jurídica. É a PSICOFOBIAaberta e declarada, praticada contra pessoas que fazem tratamento psiquiátrico. Podemos ser exploradas, difamadas, caluniadas, ameaçadas, espancadas, torturadas e estupradas por elementos que fazem uso de mulheres, para aplicar golpes e se dar bem na vida, se fazemos BO e denunciamos, eles se defendem acusando a vítima de doente e, o Poder Judiciário acoberta todos os crimes, praticados por esses ordinários. O doente psiquiátrico no Brasil, não tem assistência, não tem defesa, não tem proteção, não tem direitos como cidadão, mas é obrigado a pagar impostos, como qualquer pessoa, aliás, é inclusive, obrigado a pagar as contas de quem é "capaz, saudável e muito desonesto".

Perdi completamente o chão, vaguei por meses, não via mais razão para aqui ficar, não fosse uma mão que me sustentou e me levou à porta que se abriu pra mim, a Casa do Senhor, um Deus Misericordioso, que me quer de pé, para sempre engrandecer seu Nome, o meu Salvador. Agradeço, perdoo e abençoo os meus filhos, o desprezo deles, foi a minha oportunidade de experimentar o Amor sem limites de um Pai, que me perdoou e me levantou.

Em 1979, cursava Comércio Exterior à noite, patrocinado pela Empresa em que trabalhava, só tinha o final de semana para ficar com meus meninos, aprontavam, como qualquer criança sadia, mas nada que me preocupasse, em comparação ao que se via, todos achavam meus filhos muito educados.

Nessa época, 1979, a Empresa, homenageou 2 mães batalhadoras, com realidades bem diferentes, fui uma delas, com 4 filhos, levei meu filho mais velho, para ser entrevistado, Junior, na época, com 9 anos, gostava de conversar, não se inibia, disse, que quando crescesse, seria policial, para prender todos os bandidos. Iria ganhar muito dinheiro, para que sua mãe ficasse em casa. Achava que a mãe era muito importante em casa, para que os filhos não fizessem coisas erradas.

Não é policial, mas se formou em Direito e está batalhando para ser Juiz, com sua garra e determinação, com certeza conseguirá. Meu juiz implacável, mas sempre adoçado com "eu te amo".

Eu também te amo, e muito, porque é "franco" e me permite falar o que penso. Batemos de frente, prefiro, a ser apunhalada pelas costas, como fui, minha vida inteira, pelos outros. Eu acredito que é "honesto", entrou na trama dos irmãos, como "laranja", achando que seria para o meu bem, para "salvar" minha vida.


Enquanto pequenos, lutei para manter minha família unida. Muitos sugeriam dar os filhos, era nova, com bom emprego, poderia refazer minha vida, mas, nunca aceitei, eu era mãe, mulher e poderia cria-los e mantê-los muito bem. Seria capaz de ir pra Gaza, trabalhar nos "Kibutz", para garantir a boa formação acadêmica deles, segundo me falavam, era de excelente qualidade e com 4 homens, me aceitariam na hora. Na época, essas fazendas, eram muito divulgadas, pelas técnicas avançadas na agricultura, que utilizavam nas plantações, verdadeiros oásis no deserto e que nos preparariam para ter sucesso. Diziam, também, que as mulheres, com filhos,  sem marido, eram muito protegidas pelas famílias locais, tipo comunidade. Corri atrás, só não fui, quando me alertarem que seríamos escudos humanos, em briga dos outros. Depois, percebi que, Deus, tinha outros planos pra mim.

Por, só ter meninos, achava necessária a presença masculina, abri a porta de minha casa, para a pessoa errada, pago muito caro por isso. Mas, não tem problema, todos são adultos, não viraram bandidos, nem trambiqueiros e, "que eu saiba", não exploram nem se encostam em suas mulheres. Todos são trabalhadores e provedores da família. Agora, não preciso mais me preocupar com eles, cada qual tem sua casa, só peço a Deus que sejam íntegros, responsáveis, que tenham muito respeito por suas esposas/filhos, sejam compromissados com a família e a verdade. Oro para que nunca sigam o mal exemplo do pai.

Desejo que Deus abençoe e proteja cada um deles.

Zelosa com a educação e a formação do caráter de meus filhos, sempre passei a importância dos valores éticos e morais, jamais imaginei que seriam corrompidos e participariam de um plano para me matar, por causa de dinheiro e presentes oferecidos pelo salafrário do pai. Eles tinham tanta certeza do êxito do plano, que furtaram todos os meus pertences e dividiram o espólio entre os 3, festejando a minha morte antecipada. De tudo que me furtaram, só consegui reaver, depois de muita pressão, o que o pai deles "alegou que pegou", quando viu que os filhos estavam fazendo a "limpa" em minha casa, uma gargantilha de ouro (que ganhei do pai dos 3 mais velhos). Engraçado, eu vivia para meus filhos, tudo que aprendia ou comprava pensava neles, presenteava minhas noras com artes minhas, agradecida por serem boas esposas para meus filhos. Gostava de fazer bingo no final do ano, pelo prazer de vê-los felizes, ao ganhar algo que havia feito. Surrupiaram os meus sonhos e a minha vida!!!

Mas, recentemente, uma jovem muito sábia, observou:
-"Ninguém corrompe quem presta, quem vive na Luz."
-"Porque chorar e sofrer por pessoas ingratas e sem valores?"
-"Se eles se corromperam, não eram honestos, não eram seus."
Refletindo sobre isso, vi que tinha razão.
"Um filho jamais abandona sua mãe, mesmo por dinheiro, portanto, concluí, que esses, não são meus filhos, nunca tiveram um pingo de atenção e respeito por mim, apenas acusações e cobranças."

Agradeço muito a Deus, por me sustentar nos momentos mais difíceis, porque depois me contempla com as verdades escondidas, quanto mais difícil a prova, maior valor tem a revelação. Dei minha vida por meus filhos, para perceber que 3 nada valem, são frutos da cobiça, não passam de joias falsas, sem o brilho real dos diamantes.

Ás vezes, me entristeço com as acusações e me puno por isso, depois lembro do Pai, o Senhor meu Deus, que me perdoou e me acolheu, aí fico em paz. Penso muito que, se Deus me libertou do cativeiro, em que vivi por quase 40 anos, só posso agradecer a Ele, por meu aprendizado. Hoje, já não estou iludida, porque Ele me permitiu conhecer o coração de cada um dos meus filhos, mesmo com todas as provas que estou passando, nunca estive tão bem, tenho alegria em meu coração, sou livre para viver e seguir o caminho que escolhi.

Agradeço muito a Deus, por ter confiado esses meninos a mim, me dando força e socorrendo, para que eu suportasse todo o sofrimento do abandono e desprezo deles e criasse coragem para gritar ao mundo, impedindo que o crime fosse consumado, assim meus filhos, pelo menos, não têm o peso da minha morte em suas costas.

Agradeço e Louvo a Deus, por minha vida, mas espero que a Justiça dos homens seja feita, quem comete crimes, deve pagar por eles, de nada adianta uma mãe educar, se o Poder Judiciário poupar o criminoso, estarão estimulando esses homens, meus filhos, a serem desonestos e a praticarem a violência doméstica, para se darem bem na vida!!!

Deus de Infinito Amor e Misericórdia, abençoa e protege as mães, órfãs de seus filhos!!!
Dê-nos Paz e Luz, Senhor, Seja nosso Guia!!!
Abraços carinhosos 

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