Com amor, todo sonho é possível

Ensinas ou educas?


Anoitecer ... 22/06/2015


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"O MUNDO PRECISA DE TI, PROFESSOR"
"Pior do que aquele que não sabe ler,
é aquele que só sabe ler."
Daniel de Carvalho 
Eis uma afirmação que dificilmente poderá ser contestada: O professor é um dos esteios da sociedade moderna.
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Fundamental é, para o Estado, a educação que as crianças recebem na escola. Recordemos o judicioso conceito atribuído a Rivadavia, (1780-1845), político argentino:

"Na Escola está o segredo da prosperidade, 
da paz e da riqueza dos homens."

Bastante conhecida é a sentença de Leibniz, filósofo e matemático alemão (1646-1716):

"Entreguem-me a educação da mocidade e
mudarei a face do mundo."

O escritor e sociólogo inglês Herbert George Wells (1866-1946), foi levado a concluir que é de primordial relevância o papel do professor na reconstrução do mundo moderno.
E assim, uma vez aceita a opinião de Wells, podemos afirmar que, sobre os ombros do professor, pesa uma grave e transcendente responsabilidade: o reerguimento moral da sociedade.
E poderá o mundo, dentro da complexidade da vida humana, confiar no professor?
Ora, para que o professor possa levar a termo a sua imensurável tarefa deverá estar bem orientado, do ponto de vista filosófico, em relação ao papel que deverá desempenhar.
É imprescindível, portanto, que o professor conheça, com segurança, o roteiro certo a seguir. Esse roteiro é demarcado por certos preceitos e normas fundamentais, preceitos e normas que estão implícitos nos princípios que norteiam a Ética Profissional do Professor.
Quando o professor, mal orientado, ignora os ditames da Ética, erra crassamente no desempenho da sua função. Esse professor (na sua ação danosa contra a sociedade) limita-se a ensinar, esquecendo, certamente, de que, na escola, o importante é educar.
Quetelet, matemático belga (1796-1874), em uma de suas memórias sobre o ensino, exarou esta sentença:

"A instrução escolar, sem educação,
 prepara o homem para o mal."

E Sêneca, filósofo cordovês (2-65), é autor deste aforismo que se tornou célebre:

"Que adianta saber o que é linha reta
se não souber o que é retidão?"
Sêneca, por determinação de Nero, foi obrigado a praticar o suicídio,
abrindo as veias. Nero foi discípulo de Sêneca. O filósofo 
cometeu o erro de instruir Nero sem educá-lo.

O Prof. Anísio Teixeira, nascido em 1899, ao comentar os nossos problemas educacionais, foi bastante claro nas suas conclusões em relação ao nosso homem do campo:

"Gravai no cérebro do Jeca Tatu o alfabeto e ele 
não se modificará; continuará enfermo, indolente,
fatalista e incapaz.
Educai-o e vereis que ele adquire saúde, 
desperta para a vida e se transforma num homem de verdade."(1)

E, o ilustre educador baiano autor da Educação Progressiva, concluía:

"Desacompanhado da educação 
o miraculoso alfabeto só produz males."

Sim, não resta dúvida, o problema é educar.
Como atingir esse objetivo?
No livro Educa-te (de autor desconhecido) são indicados os dez atributos do homem educado:

1 - Caráter reto.
2 - Bondade (2).
3 - Altruísmo.   
4 - Amor à Pátria.
5 - Amor à família.
6 - Disciplina.
7 - Hábito de trabalho.
8 - Atitudes delicadas.
9 - Respeito às leis.
10 - Tolerância.

1) É aqui oportuno recordar as palavras de Miguel Couto: "No Brasil só existe um problema nacional: - É a educação do Povo." Cf. M. Cavalcanti, ob. cit. pág. 41. Em seu livro Problemas da Adolescência (pag. 28) escreve a Professora Ofélia Boisson Cardoso: "Educar é socializar, porque educação pode ser compreendida como força que estimula o indivíduo à espécie no seu mais alto plano."
2) A bondade do ser corresponde ao mundo moral. A verdade do ser corresponde ao mundo lógico. A beleza do ser corresponde ao mundo estético. - Cfr. Julio Barata, na Revista Serviam, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Úrsula, nº 13.




Trecho transcrito do livro "O MUNDO PRECISA DE TI, PROFESSOR" - autor Malba Tahan
(primeiras noções sobre a ética profissional do professor)
"Ninguém coagido faz bem,
mesmo quando o que assim faz é bom."
Santo Agostinho

"O caráter é o eixo da educação.
Os indivíduos e os povos perecem, 
não pela falta de saber, ou de riqueza,
mas pela falta de força moral."
Spalding

"Para aprender é preciso viver o que se aprende."
Froebel



Esta semana assisti no programa Mais Você, da Ana Maria Braga, uma matéria sobre "imigrantes" e, me chamou a atenção a preocupação de alguns povos, em acolher e educar os filhos dos estrangeiros que decidiram morar aqui, no Brasil.

Considero os pais, nossos primeiros mestres, é deles que recebemos as primeiras noções de como conduzir nossas vidas e, normalmente, é neles que nos espelhamos. As escolas religiosas ou de determinados países, cumprem bem o papel de educadores, elas suprem a lacuna da família, já fragilizada pela mudança e socializam a criança para viver a nova realidade, no país estranho, adaptando-a, sem traumas. Com toda a certeza, essa criança se tornará um adulto próspero.

Acredito, que se o Estado, quer mudar a condição de vida de um povo, não basta apenas criar um cartão, doar terras ou casas, é preciso muito mais que isso, é preciso criar uma estrutura, para educar e possibilitar a adequação do homem à sua nova condição. Não se pode dar apenas o peixe, é preciso ensinar a pescar, é preciso fazer o homem se interessar por sua subsistência e despertar nele o interesse de melhorar, de progredir.

Não podemos impor a todos a ideia única, precisamos identificar os valores morais e religiosos, respeitando as diferenças, adequando a socialização,  corrigindo hábitos inadequados, fortalecendo, dessa forma, o bom convívio social.

O Estado é um pai, precisa educar seu povo, se quiser que a Nação progrida!
Abraços carinhosos

12 comentários:

  1. Olá Teresa! Belo, profundo e, hoje, bastante pertinente o teu post. Realmente, existe uma grande diferença entre ensinar e educar. O grande exemplo estamos vendo nos personagens da "Operação Lava Jatos da Petrobras"

    Obrigado pela tua visita e gentil comentário deixado no nosso Arte & Emoções. espero que voltes sempre.

    Abraços,

    Furtado

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    1. Estamos perplexa com a imensidão de sujeira aparecendo. Pelo jeito não salva um!
      Agradeço pelo carinho, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  2. Maravilhoso blog. Parabéns pelo o conteudo.

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    1. Agradeço seu carinho, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  3. Não podia estar mais de acordo com o texto! Nos dias que correm cada vez se encontram menos pessoas educadas e de carácter, acho que a culpa é da educação, porque para educar é preciso saber e perder tempo, coisa que infelizmente muitas famílias não pretendem fazer porque "demora tempo e requer paciência".
    Um excelente texto para reflectir! Os meus parabéns!

    Bjxxx

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    1. Olá Teresa, tem toda razão, os maiores problemas são a falta de educação e a ausência de caráter, este termo aprendi recentemente, me perdoem, mas não lembro quem o mencionou e acho muito apropriado, uma avaliação errada, compromete todo o futuro de uma geração e, quem é desprovido de caráter, normalmente, é um grande dissimulado, questão de sobrevivência.
      Quanto à educação constatei, que não podemos ter filhos e permitir que pessoa mal educada e sem caráter conviva com nossas crianças, porque o mal não exige abnegação, deixa-se aflorar o lado negativo, sem a preocupação de dominar o instinto do mal, latente em nós.
      Para o educando, é muito mais fácil assimilar prazeres do que sacrifícios, as conquistas são mais rápidas e menos "comprometidas", a culpa é sempre do outro, essa é a saída.
      Como você frisa, "educar" "demora tempo e requer paciência".
      Infelizmente, eu cometi esse erro.
      Agradeço seu carinho, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  4. Adorei conhecer seu blog.
    Existe muita diferença em ensinar e educar.
    Um belo texto.
    Beijinhos.

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    1. Verdade Nelma, uma grande diferença.
      Agradeço seu carinho, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  5. Maria Teresa, penso eu que o papel do professor é ensinar e cabe aos pais a educação, mas que infelizmente estão sobrecarregando os professores, ou seja, pais sem preocupação em cuidar dos filhos jogam mais essa responsabilidade ao "pobres" dos professores e ainda com o agravante de não serem reconhecidos como tais, alias os nossos governantes se esforçam para que a cada dia mais temos nas ruas menores cometendo diversos delitos e a não valorização de nossos mestres.

    Beijos
    Rafael

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    1. Oi Rafael, não estou criticando, de forma alguma o professor, a observação que faço é que o Estado é responsável pela educação de seu povo e, aqui vamos entrar num campo, que está longe de sobrecarregar o professor, mas de lhe dar o devido valor:
      1 - Se cabe ao professor educar, porque a maioria das crianças brasileiras, são filhas de mães que precisam trabalhar, que saem de casa cedo, enfrentam horas de condução para chegarem ao seu trabalho e, muitas vezes quando voltam, seus filhos já estão dormindo, isso se não enfrentarem, outra jornada para estudar, afinal de contas, ela precisa melhorar o seu salário. Eu lhe pergunto, em que horário ela vai educar, não estou nem falando, nas famílias desestruturadas, cujos filhos ficam totalmente abandonados e se transformam em delinquentes, por conta de não ter outra opção.
      Isso é uma responsabilidade do Estado, ele tem que responder pela precariedade da educação, que está cada vez mais, aumentando o nível de miserabilidade do povo, não adianta ensinar, dar diploma, se não conseguirmos mudar a sua condição como pessoa, estamos massificando a população.
      Nos outros países, como aqui citei, no caso dos imigrantes, existe uma preocupação com a cultura, com os costumes com a formação total e integral do indivíduo, respeitando as fragilidades existentes, em razão da mudança de país, para adequá-lo à nova realidade.
      Não posso afirmar, mas acredito que os próprios cidadãos se preocupam com essa integração, para não chocar a criança.
      2 - O Estado, falando daqui, do Brasil, deve capacitar e dar condições adequadas aos professores, para educar nossas crianças, uma vez que a educação sempre foi o nosso gargalo, segundo Miguel Couto "No Brasil só existe um problema nacional: - É a educação do povo."
      3) Se existe esse problema, não é por culpa do professor, cada vez mais sobrecarregado (alguns trabalhando em 3 turnos, porque não ganham o suficiente), o professor é obrigado a se sujeitar a dar aulas em locais inadequados, em salas superlotadas, estar alerta para não ser agredido, isso se já não tenha sido e esteja afastado, em tratamento.
      Se formos dissertar todos os problemas que existem nessa profissão, será uma lista imensa, sinceramente, não vejo solução, enquanto esses profissionais não forem devidamente respeitados e valorizados.
      Volto a insistir, a educação é obrigação do Estado, é necessária uma mudança imediata, do contrário não formaremos cidadãos conscientes e educados, apenas pessoas com leitura e diploma, que serão verdadeiros agentes do mal.
      Agradeço seu carinho, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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  6. O Estado tem a obrigação sim de promover educação de qualidade para toda população, mas não é o que vemos no Brasil de hoje onde a educação está mais servida para que pessoas inescrupulosas façam uso dela para propagação do socialismo distorcendo informações e a veracidade da história, o que compromete na base a boa formação de crianças e jovens. Nesse sentido a educação tem servido para a degradação de valores essenciais para que sejamos e tenhamos um País capaz de formar sua gente de maneira digna e respeitosa. A realidade da educação hoje no Brasil é tida como medíocre e incapaz de ser comparada com a de outros países que levam a sério a formação de sua gente.
    Cadinho RoCo

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    1. Concordo inteiramente com você Cadinho, é uma pena que estamos assistindo a tudo isso, de braços cruzados.
      O Estado, simplesmente abandonou o seu povo, numa completa inversão de valores, sem a preocupação com a formação do cidadão, vamos todos levando, até a decência acabar.
      Se antes havia um corrupto, hoje não há um que se salve.
      Agradeço seu carinho, abraços afetuosos
      Maria Teresa

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