Com amor, todo sonho é possível

Mais sobre "Zé Mané" - "causos" 2



Continuando o "causo",
da "Nhá Amélia" e o "Zé Mané", que, como
tantos outros, pode ser igual aos
que vemos todos os dias, mas é pura
ficção, qualquer semelhança com a 
vida real, é apenas, mera "coincidência..."

"Zé Mané" 
se acha o "bam bam bam"
dos machos,
escroto, projeto mal acabado de "homem"
logo se cansa da mesmice,
tem fissura por cabritinhas,
só, que as menininhas,
já não são tão coitadinhas,
não caem mais em conversa
de bode velho,
querem mesmo é dinheiro.

Volúvel e inconsequente
"Zé Mané",  vive de aparência,
não da existência,
superficial e liso,
pra ele tudo é "festa",
passa conversa em todas,
com o chavão de "coitadinho,
tão incompreendido e infeliz no casamento".
Vulgar, extremamente agressivo,
quando ouve um "não",
vira pegajoso, insistente.
Não perdoa nem a linda empregadinha,
que "Nhá Amélia" mantinha,
que pra se livrar do nojento,
pediu as contas correndo,
desaparecendo, para não mais voltar.
 As que caem na conversa,
leva-as por um tempo,
até que começam a exigir definição,
todas sabem que "Zé Mané" é casado.
E, assim,
passam várias pivetes por sua mão,
que como nada têm,
o malandro não arrisca,
pela sua incompetência. 

"Zé Mané", medroso, vacilava, 
o que podia fazer?
Até que achou o amor 
da sua vida, também casada,
que dava em cima do seu filho,
periguete bem rodada, arretada,
que topou a brincadeira,
sociedade até faria...
para mantê-la sempre perto!
Era o queria!!!
Podia fazer o que quisesse,
os 2 trouxas que se lascassem!

Impaciente e guloso,
fazia das manhãs suas cúmplices diárias,
largou mão do trabalho,
sua desculpa para as saídas.
Não tardou a aparecer cobranças
pelo abandono das obras,
que acompanhava.
Com as provas na mão,
sua mulher, "Nhá Amelia", foi incisiva,
desta vez não tinha como fugir!
Ela queria o divórcio!!!
Tentou matar a mulher,
que não cedia às suas cafajestices,
sufocando-lhe a garganta,
até desfalecer.
-"Vou beber teu sangue, até a última gota,
nunca vai se livrar de mim."
Neutralizou os próprios filhos,
negando-lhes a paternidade,
como forma de coagi-los
a ficarem do seu lado,
pobres, coitados,
não tinham opção,
chantagearam "Nhá Amélia",
que já havia perdido outros filhos,
por medo da reação do bandido,
caso os defendesse.
Assim,
"Nhá Amélia" teve de o "engolir",
 mais uma vez,
pelo amor que tinha aos filhos,
depois de o colocar na rua,
mesmo constrangida, deixou que voltasse.
 Na prisão que entrou, pelo casamento,
não tinha mais salvação,
dali, só para o caixão,
como "Zé Mané" prometia!!!

"Zé Mané",
malandro covarde,
acompanhou a mulher,
que mudou de cidade,
muito contra vontade,
não aceitando a separação
da prenda que tanto amava.
Começou a arquitetar o plano para
se livrar daquela que,
ainda, lhe sustentava;
ele só precisava da sua aposentadoria,
para poder gozar a vida, como queria!!!
Macaco velho, mina a confiança nos filhos,
espalhando para todos,
 que não passam de moleques mimados,
dependentes e carentes,
"não se pode confiar".
Para as amigas e namoradas dos filhos,
se mostra um homem com predicados,
cheio de amor pra dar, a uma mulher que muito ama,
mas, que infelizmente, é doente, então, está carente,
quer competir com os filhos,
seduzindo as meninas.

"Zé Mané", perito em achar
 defeitos nos outros,
se considera o "homem perfeito",
começou a difamar "Nhá Amélia",
para lhe calar a boca,
percebendo que só assim,
se safaria dos crimes que cometia.
Gosta muito de usar as pessoas,
em suas fragilidades,
vence pela inconveniente grosseria,
usa os filhos sem pudor algum,
como se fosse um privilégio,
ter-lhes dado o nome,
acha que todos lhe devem a vida e
têm de trabalhar para ele,
 cobrando lealdade em suas patifarias.


Abraços carinhosos

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