Com amor, todo sonho é possível

Basta!



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Uma menina de dezesseis anos é estuprada por trinta e três homens. Machucada, humilhada, xingada. E, na certeza que os criminosos tinham da impunidade, filmada e exposta em seu sofrimento pelas redes sociais.
No Piauí, adolescente de, também, dezessete anos foi dopada, embriagada, amordaçada e estuprada covardemente. Você soube? E de quantas mais não sabemos?
Só no Rio de Janeiro, quinze mulheres por dia foram estupradas em 2014.
– Ela devia ser X9 para fazerem isso com ela.
– Ela gostava de sexo. Não era santa, não. (mulheres não podem gostar de sexo ?)
– Estava bêbada, drogada…
– Mais uma mini-puta que o Brasil fabrica. ( Pelo comentário feito, o Brasil fabrica grandes idiotas pseudo intelectuais também.)
– Se tivesse ficado em casa, não teria acontecido. (e quando acontece em casa?)
– Se se vestisse direito…expõe o corpo, depois reclama. (homens que andam sem camisa querem ser estuprados?)
– Foi para baile funk? Queria o que?
– A culpa é dela, sim. Ainda posa de coitadinha…
– A gente só acha o que procurou.
– Errado quem fez. Muito mais errado ela que procurou. (oi?)
Quando a vítima vira ré, o que nos resta, meu Deus? Nada justifica! Nada justifica! Essas frases são comuns. Envenenadas em preconceito. Mergulhadas em desdém. O desdém que leva um ator de filmes pornô dar palpites no Ministério da Educação. Pela forma como lidam com os professores nesse país, a sacanagem já vinha comendo solta mesmo. Agora é só profissionalizar, né?
Temos medo. Medo por nós. Por nossas filhas. Nossas amigas. Medo por todas nós. É normal? Nada nunca pode ser visto como normal. É preciso rever esse olhar que permite que mulheres sejam agredidas, estupradas e assassinadas todos os dias. E que justifica tudo jogando a culpa nas nossas costas, sempre.
Ataques em formas de comentários, piadinhas, brincadeiras? Ouvimos o tempo todo.
– Lugar de mulher é em casa.
– Vai lavar um tanque de roupa.
– Mulher no volante, perigo constante.
Dirigimos tão melhor que nosso seguro de carro é mais barato. Lugar de homem é onde? Quem lava a roupa deles? Era o caso de greve, viu?
Misoginia é o hábito de falar mal das mulheres. E não é visto como preconceito. Mas, lamentavelmente, como verdade mesmo. Somos chamadas de cachorras, de vadias. Todos cantam como se fosse elogio. Não é.
A culpa é da mulher, é da mãe. Bilhete da escola vem chamando a mãe. O Maracanã inteiro só xinga a mãe do juiz. Só existe filho da puta. Já reparou que pai ninguém xinga?
Quem ensinou dessa forma? Como permitimos que essa cultura se perpetue sem um mínimo de crítica? É tempo ainda. Sempre. Vamos repensar. Ensinar os filhos, os alunos. Não só os novos. Os burros velhos também. Sem cansar, porque não é fácil. Mil vezes, se necessário.
Desde Eva que somos culpadas. Culpadas pelo que não dá certo. Culpadas pelas falhas morais dos homens. Culpadas por existir. Abaixávamos a cabeça, humilhadas e pesadas de culpas tão alheias, de repente, tão nossas.
Só que basta. Chega. Não aceitaremos mais ser tratadas com desconfiança. Com olhar enviesado de quem pensa:
– Ah, ela pediu…
Trinta e três se juntaram para o mal. Fiquemos juntas para o bem. Eles contam com a impunidade. Não sabem do que somos capazes. Juntas somos fortes. Somos mais. Boca no trombone. Vamos questionar, debater, denunciar.
Não vamos mais engolir desaforos, calar violências. Nos envergonhar de sermos rés quando somos vítimas. Cansamos também de ser vítimas.
Mais de meio milhão de mulheres são estupradas por ano no Brasil. Esse problema é meu. É seu. É de todas nós.
A dor dessa menina nos estraçalha a alma. Sangra ainda aberta em cada uma de nós. Nosso coração se encolheu de medo, mais uma vez. Não, Não queremos ser estupradas. Não pedimos para ser estupradas. Nada justifica um crime tão bárbaro contra o corpo de uma pessoa. Se você força uma pessoa a ter sexo com você, você não é O pegador. Você é um infeliz nojento. Um criminoso. Um homem que não honra as calças que veste.
Exigimos respeito. De homens, sim. Principalmente, de todas nós. Mulheres juntas por um mundo mais justo e seguro. Sororidade quer dizer irmanadas, juntas, unidas. Tem ideia do que uma mulher é capaz? Imagine todas juntas!
Uma por todas e todas por uma. Basta! Mexeu com uma, mexeu com todas. Estamos abrindo os olhos. Não excluímos ninguém. Quem for do bem é bem-vindo. Juntos e fortes sempre. Agora vai ser assim.

Me junto à Mônica e conclamo todas as Mulheres 
a nos unirmos nessa causa!

"Um dos maiores prazeres da Vida
é fazer o que os outros dizem que você não é capaz."
(Ana Maria Braga 29/04/2016)

Viver é assim,
se não tiver talento,
esforce-se!
Maria Teresa


Agradeço pela minha Vida, que o Senhor resgatou e restaurou!

Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!

Abraços carinhosos

4 comentários:

  1. Oi Teresa
    grata por compartilhar !
    um tema muito sério, um clamor pela justiça e por mudanças de
    leis e de comportamentos. Tem que ter uma basta mesmo!
    Concordo, estamos abrindo os olhos!

    tenha uma feliz semana
    bj Zizi

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    1. Gratidão, Zizi!
      Abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  2. Bom dia Maria Teresa,
    Já chega de tanto sofrimento, de tanta humilhação, de tanta impunidade perante os actos horrendos de que a Mulher continua a ser vítima sofrendo no corpo e na alma por tempo que não sabemos
    Há muito trabalho a fazer, mas quanto a mim a educação na família, o exemplo, a dignificação da Mulher é aí que começa. Depois as leis são feitas por homens. Que sabem eles do universo feminino? Nada.
    Não podemos calar e alertar é necessário. Tenhamos fé e esperança de um dia a Mulher poder vir a ser respeitada e amada condignamente.
    Beijinhos,
    Ailime

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    1. Boa noite, Ailime, gratidão!
      Penso que tem de haver uma mudança no comportamento dos responsáveis por atender as Mulheres em situação de risco. Os casos de agressão e violência contra a Mulher devem ser julgados com maior rigor pela Justiça, só então, sabendo que poderão ser condenados, pensarão 2 vezes antes de agredir ou violentar. Os filhos dos agressores, não repetirão os atos dos pais.
      Com o empoderamento do agressor, beneficiando com a impunidade, estão estimulando esses covardes agressores a matar as mulheres, quando elas cansadas de serem agredidas, torturadas e violentadas, quiserem terminar o relacionamento, se divorciar...
      A família deve receber atenção dos profissionais de saúde, para evitar que as sequelas e traumas não prejudiquem o desenvolvimento e aprendizado das crianças.
      Concordo que deveriam ouvir as mulheres, para tentar reduzir os entraves que estão prejudicando a efetiva aplicação da Lei.
      Estou nessa luta e conclamo a todos para nos unirmos a fim de mudarmos essa mentalidade retrógrada, machista, já ultrapassada...
      Queremos ser tratadas como seres humanos, com nossos direitos e deveres, não apenas como servas com a obrigação de servir aos machões! "Você é minha mulher, tem que fazer o que eu mando!"
      Que Deus abençoe e proteja a todas nós!
      Amém!
      Abraços carinhosos
      Maria Teresa

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