Com amor, todo sonho é possível

Passando o "bastão"!


Bom dia, tudo bem?
Esperamos que sim,
principalmente, porque hoje é "Dia dos Pais",
dia de festejarmos e celebrarmos as conquistas dos Pais,
comprometidos com a educação que estão passando aos seus filhos,
baseada nos bons princípios e respeito ao próximo.

Que tipo de bastão passou aos seus filhos?

Reflita, lendo o excelente texto de Romeu Oliveira:

Passando o "bastão"

Passar o bastão pode significar muitas coisas, mas principalmente o esforço ou empenho de que algo continue e evolua. Pode vislumbrar o progresso e a conquista. Mas continuar o quê, e evoluir para onde? Na vida recebemos muitos bastões e também passamos adiante. Alguns são visíveis e outros não. Já paramos para refletir sobre seu significado ou importância? Sobre a educação, por exemplo, o que é produtivo e pode ser levado adiante e o que é dispensável, ou seja, podendo ser descartado? 
Crescemos dentro de uma família, de uma sociedade aprendendo sobre "valores": regras de condutas morais e religiosas que a princípio nos dão a ideia de que são boas e verdadeiras. Aprendemos sobre os dogmas que são absolutos e que discordar é errado, imoral e pecado. Absorvemos os exemplos, os hábitos, enfim, as culturas. Somos ensinados a refletir as expressões do meio onde vivemos. E geralmente quando nos tornamos adultos, acreditamos que temos uma personalidade, uma opinião própria ou uma singularidade. Nos espelhamos nos ídolos, amamos nosso time de futebol do coração (que não escolhemos), nossas convicções políticas, ideológicas e religiosas. 
Que tipo de bastão passamos para os nossos filhos quando os educamos? Transmitimos valores fundamentais como a busca do auto conhecimento, ou seja, ensinamos sobre a reflexão e a importância de conhecerem a si mesmos?  Da importância de buscarem o equilíbrio com o mundo, respeitando os limites, as diferenças, o contraditório, através da empatia, do respeito, da solidariedade, do cuidado, da compaixão, resumindo, através do amor como um exercício constante do serviço em benefício do outro? Ensinamos os nossos filhos a serem pacíficos, equilibrados, sóbrios, conscientes para fazerem suas escolhas com equidade, e da importância de se aperfeiçoarem? 
Mas parece que o bastão que transmitimos é o da ignorância, do egoísmo, da intolerância e da violência. Criamos os nossos filhos através do "terror", do engano, do ódio, da ameaça, passando a equivocada ideia de que o "pecado" ou a desobediência se corrige através da violência (como um instrumento "legal" eficiente para correção), e só através dela se encerram os conflitos. Quando agredimos nossos filhos com o objetivo de educá-los, estamos plantando neles a semente da violência e da intolerância, ao invés do entendimento com o diálogo. Perpetuamos uma cultura que é primitiva, equivocada e nociva, que é a violência. 
Hoje dispomos de conhecimento suficiente para que essa cultura seja erradicada. 
Não ensinamos os nossos filhos a serem pensadores mas sim repetidores. 
Como diz o educador Paulo Freire: "Quando a educação não é libertadora o objetivo do oprimido é de se tornar repressor.
E quando crescem, enxergam os outros como inimigos, com frieza, sem empatia e simpatia, não dão valor a vida, não se importam com o bem estar do outro. Um exemplo é o bullying na escola, onde a criança ou jovem opressor sente a alegria e o prazer em agredir e humilhar os seus colegas. Sente prazer com a dor e o sofrimento do outro. Acha engraçado quando vê alguém cair, tropeçar ou passar por algum momento de constrangimento. Muitos quando crescem, se tornam adultos inseguros, outros violentos e possessivos, não conseguem ter discernimento e acabam repetindo o mesmo comportamento nocivo para com seus filhos. 
Se quisermos uma sociedade mais saudável precisamos primeiro cuidar da nossa própria saúde interior. Ter coragem para fazer as desconstruções necessárias e estarmos suscetíveis as mudanças. 
Precisamos buscar a verdadeira humanidade que tanto idealizamos, haja vista a maldade sempre teve face humana

Só será possível formar seres humanos melhores quando houver uma revolução nos paradigmas da educação. 

Foto: Quando agimos com agressividade com a criança, com a equivocada ideia de que estamos "educando", na verdade estamos ensinando e perpetuando uma cultura, uma marca que o ser humano ainda não conseguiu erradicar: a hostilidade, a violência. Com isso ensinamos que os problemas só se resolvem através da violência, e não do diálogo e do entendimento. É necessário desconstruirmos esse paradigma nocivo se quisermos avançar para o aperfeiçoamento humano (é possível).
A verdadeira educação é aquela que liberta, que ensina a reflexão, a olhar para si mesmo identificando os equívocos; gerando consciência, a importância da empatia, enxergando o outro como alguém tão importante quanto si próprio. Educação esta que conduz para o perfeiçoamento pessoal e consequentemente coletivo. Mas para isto é necessário estar aberto para o conhecimento!

www.pensamentoseinquietacoes.blogspot.com
Quando agimos com agressividade com a criança, com a equivocada ideia de que estamos "educando", na verdade estamos ensinando e perpetuando uma cultura, uma marca que o ser humano ainda não conseguiu erradicar: a hostilidade, a violência. Com isso ensinamos que os problemas só se resolvem através da violência, e não do diálogo e do entendimento. É necessário desconstruirmos esse paradigma nocivo se quisermos avançar para o aperfeiçoamento humano (é possível).
A verdadeira educação é aquela que liberta, que ensina a reflexão, a olhar para si mesmo identificando os equívocos; gerando consciência, a importância da empatia, enxergando o outro como alguém tão importante quanto si próprio. Educação esta que conduz para o aperfeiçoamento pessoal e consequentemente coletivo. Mas para isto é necessário estar aberto para o conhecimento!

 Agradeço, Romeu Oliveira, pelos excelentes textos que disponibiliza, para reflexão, tomada de consciência e mudança de comportamento, possibilitando-nos repensar nossas atitudes e nosso aperfeiçoamento como ser humano. 
Abraços carinhosos

28 comentários:

  1. Bom dia Maria Teresa.
    Um belo texto de Romeu oliveira, tão completo que nada tem a acrescentar, só parabeniza-lo, foi uma bela partilha amiga. Um feliz domingo. Abraços.

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    1. Bom dia, Mirtes, gratidão!
      Tenha uma feliz e abençoada semana,
      abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  2. Muitíssimo obrigado Maria Tetesa!!
    Me sinto feliz e honrado com o interesse, com a atenção e carinho...
    Que possamos sempre tefletir sobre esse bastão...
    Abraço carinhoso !!

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    1. Bom dia, Romeu, gratidão!
      Eu ainda acredito na bondade humana, acho muito importante, a partilha de textos que possam nos levar à reflexão e tomada de consciência - "de que a violência não é o caminho para a formação de nossos filhos".
      Não é porque vivenciamos um mundo de horrores, vamos passar aos nossos filhos os mesmos tormentos, cabe aqui uma frase de Carl Jung:
      "Eu não sou o que aconteceu comigo, eu sou o que escolhi me tornar."
      Passei pelas piores situações em minha infância, mesmo assim, ainda acredito na bondade do ser humano. Essa foi minha grande falha, não consegui incutir o discernimento entre o certo e o errado, na formação dos meus filhos, porque eu mesma não fui capaz, de me livrar de uma pessoa inadequada para o convívio em família. Tola, acreditava que a pessoa agressiva, convivendo em um ambiente tranquilo pudesse mudar, quando percebi, já estava casada.
      Todos temos a liberdade de escolher que tipo de bastão passaremos a nossos filhos, por essa razão devemos estar atentos às nossas atitudes, que são as que mais marcam na formação do caráter das crianças.
      A criança observa muito e capta tudo que fica no ar, sempre fui muito observadora dos comportamentos de meus filhos e me entristeço quando constato, que por minha fraqueza, eles se tornaram interesseiros, mentirosos, dissimulados e covardes, justo o que mais combati na relação.
      Tenha uma excelente semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  3. Excelente e oportuno. Parabéns pela sua coragem de sempre Maria Teresa!

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    1. Boa tarde, Marilene, gratidão!
      Não podemos ocultar o que já está exposto, apenas aceitar e tentar mostrar o que está errado, para que tomem consciência, reflitam e mudem de atitude, para que não passem esse bastão para os filhos...
      É a esperança que toda mãe tem e eu não sou diferente, amo demais meus filhos, para lavar as mãos e me omitir!
      Feliz e abençoada semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  4. Fiz em outro comentário, a observação de que a pessoa só conhece aquele ambiente e não se arrisca a sair da linha, tanto para o bem, quanto para o mal. Os homens tem mais tendências à violência, contudo, há muitas mulheres insensatas que com as próprias mãos destroem suas casas. Portanto, a vigilância deve acontecer, tanto para o homem, quanto para a mulher. E quando se tem uma mãe sábia, a situação dos filhos podem em muito ser eficazmente controlada pela mesma. Beijos e você deveria escrever a sua história num conto ou mesmo livro.

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    1. Concordo plenamente, Marilene, a vigilância deve ser para o casal, ambos estão envolvidos na formação dos filhos.
      Por essa razão assumo meus erros, não soube conduzir adequadamente a criação de meus filhos, por me deixar levar pelas chantagens que me faziam, quando colocava o pai pra fora.
      Procuro falar sobre os erros que cometi, para alertar as Mulheres que estão em um relacionamento de risco, não adianta esperar os filhos crescerem, é necessário cortar o mal pela raiz, do contrário o mal contaminará a todos.
      Não penso em escrever livro, porque aqui tenho mais chance de interagir, o retorno é imediato, essa interação que o blog me proporciona é super gratificante e mesmo porque, não sou exemplo pra nada, fiz tudo errado em minha vida.
      Agora estou aprendendo a viver, ainda tenho muito chão pela frente, além de acreditar que na internet tenho mais chance de chegar àquela Mulher que está em situação de risco e, que precisa ouvir que ela é capaz, que a vida dela tem valor, para não desistir, para não se calar, para denunciar as violências que sofre e jamais desistir de viver.
      Tenha uma feliz e abençoada semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  5. Olá, Teresinha!

    Li e reli o completo texto de Romeu Oliveira. Parabéns, mas se nota que é pai e tb educador (caso não seja, as minhas desculpas)!

    Não comungo de algumas ideias, sugestões, teorias do mesmo, pke uma chamada de atenção, uma palmadinha no momento certo só faz bem, em minha opinião.
    Não tenho filhos, por opção, e talvez isso me deixe ver sem peias, o k não acontece com quem os tem.
    Evidente que pais normais, repito pais normais, não usam a violência com seus filhos, antes sim, aconselham, abrem caminhos para a luz, para a gratidão e a sinceridade.

    Não vou falar do passado, ou seja, dos anos 40, 50, 60, 70, 80 etc., dizendo k nesse tempo é k era bom e correto, pke sempre houve jovens bons e menos bons, corretos e menos corretos, todavia, todos sabemos k com o aparecimento das redes sociais, sobretudo, as coisas pioraram, e de maneira. Se perdeu o diálogo entre pais e filhos, não só à hora das refeições, que era fundamental, mas quase já não falam durante o dia (Einstein, tinha razão) e qdo falam é pra pedir/EXIGIR, algo! Agora, TUDO ou quase se consegue à distância de um clique, como todos sabemos.

    Cursei Psicologia Didática, por dois anos, embora não seja essa a minha formação académica principal e mtos têm sido os casos k tenho acompanhado, mais ou menos de perto.
    Uns, estou falando de jovens, adolescentes, chegam "lá" com palavras um pouco duras, fortes, outros, o inverso, ou seja, atiramos e a "bola" faz ricochete. Enfim, cada caso é um caso e esse palavreado, k meninos e meninas afirmam a plenos pulmões: o corpo, a vida é minha, e eu faço dele e dela, com ele e com ela, aquilo k eu bem decidir e quiser, me faz lhes dizer: pois, mto bem, honra a tua palavra!

    Beijos e boa semana.

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    1. Sim, CÉU, podemos perceber que o Romeu é pai e educador.
      Não tenho formação em Psicologia, fiz Magistério, mas não exerci a profissão, tudo que falo aqui é pela minha vivência e de longos anos no divã.
      Quando cursei o Magistério, fui apresentada a diversos educadores, através da leitura e me apaixonei pelas teorias excelentes de cada um deles e, lia, lia muito para me entender e para ajudar os outros, sim, porque eu queria ser médica, meu sonho era curar as pessoas.
      Também já contei que não cursei medicina, por não ter como me manter e meu pai me disse, que me bancaria se eu não me casasse.
      Palavra é palavra e não poderia dar, sem ter certeza do que queria, imagina se ele soubesse que eu queria ser freira, trabalhar em Missões.
      Só estou ilustrando, para você perceber como a gente vai mudando e se moldando à medida que as coisas acontecem...
      Bom, até ter meu 1º filho, tinha ideias preestabelecidas de como educar, descartando qualquer forma de agressão ou violência.
      Graças a Deus, tive filhos muito tranquilos, que dormiam bem, comiam bem, não davam trabalho. O pai era uma pessoa tranquila, que me tratava muito bem, super educado, não falava palavrões. O Junior nosso filho começou a falar aos 9 meses e era motivo de admiração de todos. Estávamos indo para praia, ele já com 1 ano e 6 meses, conversando comigo, se dirigiu a mim: "Sua merdinha!", minha reação foi instintiva, dei-lhe um tapa na boca e falei firme: "Nunca mais fale dessa forma".
      O tapa não deixou marca, sofri, mas me mantive firme e, nunca mais meu filho usou de palavrões, muito embora convivesse com crianças que eram "desbocadas".
      Não admito desrespeito com quem quer que seja, se não impusermos condições aos nossos filhos, eles acharão "bonito" o comportamento do outro e passarão a utilizá-lo,
      Hoje, revivendo o momento, admito que me descontrolei e que ele não repetiu esse comportamento por medo da minha reação.
      Quando uma criança é agredida, instintivamente, ela vai repetir, para medir forças, enquanto que, se estabelecermos um diálogo franco e uma postura correta, a criança compreenderá e agirá de outra forma.
      Eu sou adepta do diálogo desde o berço.
      Agora, de nada adianta diálogo se os pais não se entendem, a criança fica mais confusa.
      Excelente semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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    2. Teresinha, querida!

      Tudo bem e em paz? Aqui, tudo, graças a Deus.

      Tenho algumas dúvidas, k gostaria de lhe colocar. Posso?
      Então, vamos lá!

      Magistério, aí é o mesmo k em Portugal, ou seja, estudar para ser Professora do Ensino Primário?

      O que significa a expressão, que te bancaria, proferida por seu pai?

      Sempre que olho para uma foto sua, e já tem acontecido aqui, em seu blog, vejo em você uma religiosa, sem hábito, sem vestimenta, naturalmente boa e sã. Eu sei k viveu em Portugal e esteve com freiras, e talvez por isso, esse seu ar de ternura, agradecimento, reconhecimento, partilha, entre ajuda e de tanta doçura verdadeira. Sei, tb, k há freiras cínicas, verdadeiros demónios, ah, isso eu tb sei. Tenho, tento ter uma visão o mais abrangente possível, mesmo sendo cristã católica sobre o assunto.

      A frase de seu filho, Junior, podemos a enquadrar ou não, naquilo que ele talvez ouvisse/escutasse da boca de outras crianças, seus amiguinhos, mas sua atitude foi a mais apropriada. Para grandes males, grandes remédios, se diz e é verdade! Diálogo, sim, mas na hora certa, há k agir! os pais têm mesmo k estar de acordo um com o outro, caso não, a criança tende a usar o elo mais fraco.

      Beijinhos e excelente semana, tb.

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    3. Amém...
      CÉU, minha doce amiga, fique à vontade, para perguntar!
      Sim, antigamente era chamado de curso "Normal", ou Magistério, que preparava as pessoas para serem Professoras do Ensino Primário.
      Já ocorreram muitas mudanças, não sei como funciona hoje.
      Eu queria fazer Medicina e, o curso aqui é caro e exige dedicação integral. Pedi ao meu pai se podia me pagar a Escola e a alimentação e ele impôs a condição de não me casar, porque me formando e trabalhando eu entregaria meu salário a ele, como fazia desde comecei a trabalhar fora.
      Não sou santa, CÉU, tenho que me policiar sempre, vim para o Brasil com 3 anos de idade. Fui para colégio de freiras, aqui em São Paulo, dos 5 aos 11 anos e vou te dizer uma coisa, não tenho nenhuma queixa das freiras, as que conheci eram por demais humanitárias e dedicadas, recebi muito amor, por essa razão eu sentia vontade de ser freira.
      Passei por algumas situações desagradáveis e cheguei a pensar que era homem, porque os homens me enojavam.
      Quando fui para o pensionato, aos 18 anos, sem ter tido namorado, queria ir para o convento, mas tudo mudou e fui morar na casa de um primo, com quem me casei e depois de 1 mês fugi.
      Hoje, tenho certeza que não seria uma boa freira, talvez frustrada, não sei, ou abdicaria do hábito para casar.
      Vivi um amor muito intenso, que me despertou para a vida, que me fez florescer, que me tornou uma mulher radiante.
      Foram cinco anos e 3 filhos.
      Quanto à educação, sinto não ter conseguido passar aos meus filhos tudo o que idealizei, mas que infelizmente falhei.
      Obrigada, amiga, Deus te abençoe, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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    4. Grata, querida Teresinha pelas explicações dadas.

      Então foi para o Brasil com 3 anos! E antes, onde esteve? Em Portugal? Me desculpe tanta pergunta, mas eu gosto de saber as causas dos acontecimentos, por isso me formei em História.

      Ainda bem k não tem nenhuma queixa das freiras, mas você sabe k há freiras mto mazinhas, contrariando aquilo k apregoam.

      Tolinha, menina. Chegou a pensar k era homem. Compreendo. Foi tanto o sofrimento por que passou, causado por homem, k achou que nunca mais poderia amar ninguém.

      Aos 18 anos, nada sabemos da vida e eu posso te dizer k acreditava, parcialmente, k as prendas do natal eram dadas pelo Menino Jesus, nessa idade.

      Casou com um primo e passado um mês, você fugiu. Maus tratos ou simplesmente não gostava dele, nem se sentia bem na sua nova vida?

      Você se conhece bem, melhor k eu, mas eu não sei até k ponto você não poderia ter sido médica e freira simultaneamente.

      Beijos, minha linda amiga!

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    5. Boa noite, CÉU, assim conseguirá escrever a minha história!
      Mas não me importo, minha linda amiga, desde que seja fiel aos fatos.
      Nasci na Rua São Sebastião, em Aveiro, local que conheci em 1998, quando aí estive, segundo me disseram a casa seria demolida.
      Logo que nasci, meu pai veio para o Brasil, minha mãe e eu fomos morar com meus avós em Vagos e com 3 anos viemos para o Brasil.
      Quando fui para o pensionato, aos 18 anos, como manifestei vontade de ir para o convento, um padre veio conversar comigo.
      Acredito que quis me testar, me convidou para ir ao cinema, colocando a mão na minha perna, por isso desisti de ser freira.
      E, na mesma época, a mando de meu avô, esse primo me procurou.
      Assim, conheci meus tios e primos, que me trataram muito bem, inclusive minha tia preparou um canto pra mim muito lindo, tudo em rosa. Eu estava no céu, através de minha tia, fui trabalhar numa empresa grande, mas saí porque o chefe começou a dar em cima de mim.
      Havia terminado o curso "Normal" (Magistério) e como não tinha como fazer Medicina, fui fazer um teste vocacional numa clínica, para saber que rumo dar à minha vida. Não deu outra = Médica - Missionária - Assistente Social.
      Não conhecia a profissão de Assistente Social, mas saiu no jornal inscrições para o vestibular de Serviço Social, que se encerravam naquele dia...
      Foi assim que me tornei Assistente Social, eu amo de paixão lidar com pessoas, não consegui trabalhar nessa área, ou melhor trabalhei 6 meses e desisti, porque na empresa só se visa os interesses do patrão, mas passei a minha vida até há pouco tempo, trabalhando, voluntariamente, com pessoas maravilhosas.
      Agora vamos ao meu primo: quando fui morar com meus tios, todos me paparicavam e me levavam a vários lugares, eu tinha uma alegria imensa, pela primeira vez tinha parentes, tinha atenção, enfim era livre. Meu primo quis namorar comigo e por conta das minhas dúvidas, fui categórica, só namoro se tivermos relações sexuais, porque não sei qual será a minha reação como mulher... gostei...
      Fui trabalhar em uma empresa na Paulista e depois de 6 meses trabalhando lá, o destino colocou em meu caminho, a pessoa por quem me apaixonei. Já com casamento marcado, com o vestido pronto, que eu mesma havia feito, cheguei para o meu primo e falei que não iria me casar com ele, não aceitou me esbofeteou até cansar, casei com o rosto roxo de hematomas. Um mês depois fugi...
      Não seria boa médica, porque não sei lidar com a morte, como também acredito que não seria boa freira, porque gosto de ser mulher, gosto de amar e ser amada, não teria sido feliz sem essas emoções, para poder dizer que prefiro estar só, que mal acompanhada.
      Hoje, por minha livre escolha, tenho paz em meu coração e sou feliz!
      Essa é a minha história, CÉU, hoje luto e exponho a minha vida, para que as mulheres não desistam de seus sonhos, nem permitam que ninguém lhes tire a Vida...
      Abraços carinhosos
      Maria Teresa

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    6. OBRIGADA, QUERIDA TERESINHA, PELO SEU SINCERO RELATO DE VIDA!

      VOCÊ É MULHER COM "M" Maiúsculo E EM TODAS AS VERTENTES.

      Minha amiga portuguesa, beijos e abraços de ♥.

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    7. Agradeço de coração, minha doce amiga, CÉU!
      Deus te abençoe com dias felizes!
      Abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  6. Desculpem, Teresinha e Romeu Oliveira, mas não respondi à questão colocada.

    Eu não passei a meus filhos bastão, princípios, bases, ideias, atitudes, prioridades, pke os não tenho, mas tenho passado ou tenho tentado passar, aos meus jovens, umas vezes, com sucesso, outras não, a LEI DO AMOR, DO RESPEITO E DA TOLERÂNCIA.

    Há que revolucionar a educação, para k não se ouça a torto e a dto, palavrão do grosso, para k homem não agrida, verbal e fisicamente mulher, para k mulher não seja violada e depois assassinada, para que político ou aspirante a, não jure pela cunhada, primo, sogro, filhos, papagaio, periquito, gato, cachorro, k tudo fará para honrar a sua comunidade e a sociedade em geral. Pastor guarda seu rebanho, e com k zelo, mas eles, os verdadeiros, estão em vias de extinção.

    Beijos para ambos.

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    1. CÉU, amo seus comentários, que nos possibilitam adentrar e repensar nossas posturas diante da vida.
      Claro que você está passando o seu bastão, através de suas ações, às pessoas que a rodeiam, cada vez que magistralmente comenta e doa atenção, carinho e uma excelente postura diante da vida, cada vez que cita a educação positiva que recebeu de seus pais.
      CÉU, aprendemos muito com você, a gentileza com que nos trata, a educação esmerada que nos revela através de suas respostas.
      Precisamos sim, revolucionar a Educação, para que deixem de ser manchetes as agressões e violências que são feitas às crianças e mulheres, para que deixemos de cultuar o mal e passemos a valorizar o "Homem e a Mulher" honrados e respeitosos, conscientes de seus deveres e obrigações, só assim teremos uma sociedade mais humana e justa!
      Gratidão, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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    2. Teresinha,

      Mto grata por suas palavras!

      Todos os dias, erro, todos os dias cometo boas ações, todos os dias, assim assim, enfim, vou tentando melhorar a cada dia, me renovar e me aproximar da luz e do bem.

      Se há qualidades k tenho é ser sincera. Não gosto k as pessoas me "passem a perna" , direta ou indiretamente, julguem ou digam o que, de facto, não sou, nem nunca fui. Serei, um dia? Não sei. O futuro a Deus pertence e só Ele sabe tudo de cada um de Seus filhos.

      Não calo, não calo, qdo sei que a razão está do meu lado, mas se eu calar, é pke a outra pessoa morreu, LITERALMENTE, para mim.
      Deus responderá e agirá em meu nome.

      Beijos e uma semana de paz e bem.

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    3. Amém, gratidão!
      Minha querida amiga CÉU, ninguém é perfeito, estamos todos aqui para aprender, e melhorar a cada dia, se é que queremos evoluir como seres humanos.
      Sou muito franca e uma das qualidades que mais admiro nas pessoas é a sinceridade, transparência não cria dúvidas, muito menos problemas.
      Quando me propus a fazer o blog era para falar de amor, um amor que nos transborda e, infelizmente, hoje, ando falando mais de desamor do que de amor, propriamente dito.
      Não deve se calar, como eu também não me calo, já disse muitas vezes, estou em luta por Justiça, não pude fazer nada por minha mãe, como também, nada fizeram por mim, quando procurei e confiei na Justiça. Quantas mulheres estão sendo agredidas e mortas?
      Muitas, todos os dias sabemos de mais mulheres covarde e violentamente agredidas e mortas, então não me calo!
      Feliz e abençoada semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  7. Oi Maria Teresa,
    Embora o texto seja muito bem escrito, não concordo ocm ele inteiramente e achei tão negativo, pessimista...
    Talvez seja pq estou tentando ficar up no momento.
    Bjs

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    1. Boa tarde, Betty, gratidão!
      Entendo sua reação Betty, precisamos ser mais otimistas, mas diante da realidade que estamos vivendo, é preciso chocar, para tentar mudar o quadro que se apresenta.
      Diante da imensa podridão descoberta em nosso cenário político, diante das manchetes diárias de crimes e agressões que insistem em nos tirar a paz, não podemos ficar omissos, sem questionar e tentar encontrar soluções imediatas para reverter ou tentar amenizar a violência que nos assola.
      Tenha uma excelente semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  8. Bom dia, Teresa!

    Nas minhas conversas com marido (que ainda trabalha em escolas), digo o quanto é difícil ser "educador" hoje em dia.
    Acho sim, que o problema todo está no núcleo familiar e que os pais estão despreparados para educarem seus filhos. Acho também, que antigamente muitos pais tinham raízes e desconfiômetro de quando a criança era desobediente, quando fazia manha e sabiam quando dar umas boas palmadas no bumbum (não violência). Hoje em dia, tudo é errado quando se chama a atenção da criança, o bom-senso caiu por terra e não existe equilíbrio.
    Violência não deve ser permitida sob nenhum aspecto (física, psicológica, espiritual...), mas as pessoas confundem chamar a atenção e umas chineladas na hora certa.
    Eu e minhas irmãs levamos puxões de orelhas e chineladas no bumbum e sempre fomos ensinadas a não rir da tristeza dos outros e tão pouco fazer piada com qualquer forma de viver. Fomos ensinadas a respeitar cada um e embora as pessoas não vivessem ou "combinassem" com o que fazíamos, todos tinham vidas diferentes e todos são especiais. Trazemos esses valores até hoje e sinceramente, acho que isso não sai da moda.
    O problema maior é a falta de ética, bom senso e equilíbrio na hora de educar. Todos querem ter "direitos", mas poucos se lembram que têm obrigações e o direito termina onde começa o do outro.

    Abraços esmagadores e feliz semana.

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    1. Boa noite, Márcia, gratidão!
      Tenho amigas educadoras e sei o quanto é difícil trabalhar com as crianças, mais difícil ainda é lidar com os pais, quando seus filhos são repreendidos pelo professor.
      Como tenho muitos amigos afastados, em tratamento, por terem sido agredidos e ameaçados em sala de aula.
      A situação está cada vez mais insustentável, está, se não forem tomadas providências imediatas, é capaz de suspenderem as escolas, porque não há segurança.
      O problema está no núcleo familiar, concordo plenamente, todo pai e toda mãe deveriam passar por um treinamento, para que aprendam a agir como pais, para saberem de todas obrigações e responsabilidades,
      para quem vai colocar um filho no mundo.
      Não é apenas fazer e esperar que os outros criem.
      A responsabilidade é exclusivamente dos pais.
      Criar e educar um filho implica em orientar nossos filhos a não tripudiarem sobre os outros, a respeitar as diferenças e dores alheias, a ser ético em todas as ações, a ser solidário com o próximo e acima de tudo ser honesto.
      Acho que o maior problema são os pais despreparados para ter filhos, portanto, deveríamos focar na "educação" dos pais, no fortalecimento do núcleo familiar.
      Tenha uma excelente semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  9. Prestemos atenção aos bastões que vamos passando...
    Abraços, e boa semana!

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    1. Boa noite, Ana, gratidão!
      Sim, há que se prestar muita atenção que tipo de bastão estamos passando!
      Feliz semana, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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  10. Bom diaaa
    Novamente agradeço pela atenção de todos a respeito de um tema que considero importantíssimo para a construção de uma sociedade mais saudável.
    Bem, quero dizer que não tenho como profissão o ofício de educador (pelo menos ainda não). Estudo Psicologia e sou apenas um inconformado com muitas inquietações... Mas acredito que todos têm o dever de se tornarem educadores (nós nos construímos através das referências, dos exemplos, dos discursos, daí a importância de sermos educadores). Mas a expressão "educar" é usada equivocadamente (acredito eu). Gosto muito da etimologia da palavra educar: no latim, desmembrando significa "ex"=(fora) mais "ducere"=(guiar, liderar), passando a ideia de que introduzir alguém ao mundo através da instrução era como “levar uma pessoa para fora de si mesma" e mostrar o que mais existe além dela (origemdapalavra.com.br). Todos temos que desenvolver este "ducere" para conduzirmos, como líderes (ou como referências), nossos filhos, ajudando eles a gerarem a consciência do equívoco, ou seja, identificarem os lugares obscuros da ignorância e, através da reflexão desenvolverem a capacidade para se aperfeiçoarem durante o percurso, tendo como "lei" o respeito absoluto pelo outro.
    Eu escrevi este texto num momento de angústia, mas ao mesmo tempo com esperança...
    E quero parabenizar a Maria Tereza pela humildade e coragem de expor a sua vida, reconhecendo os equívocos, mas principalmente deixando uma mensagem maravilhosa de esperança e monstando que é possível fazermos desconstruções sempre que necessárias em busca de uma sintonia, achando a frequência certa, como quem encontra uma estaçao de rádio.
    Maria Tereza você tem todo o meu respeito, admiração e amizade!!!
    Para mim é uma honra ter te conhecido...
    Deixo meu abraço fraterno para todos!!!

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    1. Bom dia, Romeu, gratidão!
      Suas inquietações são nossas também, Romeu, por essa razão, achei oportuno e, ainda acho super importante debatermos assuntos que estão nos incomodando, como a violência e, todos sabemos que a raiz do problema está na família, que ignora os conceitos básicos e a responsabilidade de criar/educar filhos.
      Seus textos são muito claros, Romeu, eles identificam e sugerem caminhos, gratidão!
      Gratidão por permitir postar seus "Pensamentos e Inquietações", muito bem elaborados, que nos permitem repensar nossas ideias e caminhos, para a construção de um mundo melhor. E, nunca é tarde para mudar, assim penso.
      Tudo o que vivi não tenho como mudar, como também não admito que escrevam minha história divergindo da realidade, errei muito, tentando acertar, mas por alguma razão, que ainda não sei, Deus me libertou, levantou e me permite viver, para contar que não podemos, jamais, desistir de viver, que não podemos, jamais, colocar nossa Vida nas mãos dos outros e, por mais difícil que possa parecer a caminhada, sempre haverá uma esperança, enquanto vivermos.
      Acredito que todos almejamos estar em sintonia com o próximo, para alcançarmos a harmonia, para sermos felizes, para termos paz!
      A admiração é recíproca, Romeu, e, se me permitir, gostaria de trazer mais textos para cá, gosto de debater, aprendemos muito quando existe essa troca de experiências.
      De nada adianta aprender, se o conhecimento ficar retido, preso, só evoluímos, à medida que possibilitamos a interação e o debate das ideias, assim, elas serão compreendidas, reforçadas e aperfeiçoadas.
      Gratidão, Romeu, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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