Com amor, todo sonho é possível

Violência, humanização e respeito


Boa tarde, tudo bem?
Estou bem e feliz com a repercussão positiva do excelente texto  "A Cultura do "mal" é a nova moda" ,  de  e, para não perdermos o "fio da meada", faço um convite, para você ler este texto, que é de suma importância:

Violência, humanização e respeito

A violência é um comportamento de fraqueza. Um ato covarde de quem não tem força de argumentação e equilíbrio. Um comportamento de quem ainda não possui suas "faculdades cognitivas desenvolvidas" (se é que a pessoa sabe o que significa isto). Um equívoco na formação do caráter. Uma atitude de quem ainda não aprendeu que a violência é uma cultura ou comportamento primitivo, praticado por aqueles indivíduos que ainda não conheciam ou conhecem outra forma de comunicação (como os animais. Haja vista, os animais não praticam covardia. A prática covarde é "humana"). Pessoas que praticam a covardia da violência (seja da ordem que for) para “resolver problemas” ou “prevalecer diante de um conflito” possuem deficiências gravíssimas em seu processo educacional (infelizmente ainda são milhões – não estou dizendo que a pessoa não tenha que se defender de um ato de covardia. Ela precisa se defender). Estas pessoas ainda não aprenderam que uma das virtudes do “humano” é sua capacidade de enxergar o outro, reconhecê-lo e aprender que ele (o outro) é seu Limite. Que a integridade do outro é sua “Moral”, seu “Código de Ética”. Não aprendeu que o Respeito Absoluto pelo outro é a sua Lei, e que em nenhum momento pode ser violada.
Cegueira Moral
Enquanto a violência for justificada ela nunca perderá força, nunca deixará de ser reforçada. Enquanto as pessoas não se conscientizarem de que esta prática não pode ser mais aceitável, enquanto os pais acharem que a “palmada” é um instrumento justificável de correção, e não através da força do diálogo e bons exemplos, enquanto as pessoas continuarem praticando intolerância e transferindo essa herança para seus filhos, essa prática primitiva e covarde não acabará. E quem presencia ou observa de perto uma agressão covarde e não faz nada para impedir, é tão covarde quanto o agressor! Melhor que nem se aproxime, melhor que nem olhe, porque se for omisso estará reforçando e sendo conivente com esse comportamento nocivo, ultrapassado e equivocado.
Nós como humanos ainda precisamos aprender o conceito de ser “humano”, ou seja, a oportunidade de um segundo olhar, de conhecer o outro e me reconhecer nele (conceito literal de respeito). E na medida em que o "humano" me permite um "segundo" olhar ou uma "nova leitura", consequentemente a minha visão vai sendo corrigida e aperfeiçoada (como uma escama que cai dos olhos. É como corrigir uma visão desfocada. Isto pode ser um conceito de Humanização). E que este atributo de “humanidade” permita nos distanciarmos da escuridão da ignorância, dos tempos da brutalidade e hostilidade.
Humanizar é aprender a conviver
Mas, infelizmente o que prevalece hoje é uma cultura nojenta: a cultura da ignorância (onde todos estão virtualmente ligados, mas humanamente desligados, todos desconhecidos), onde se exalta a brutalidade, a indiferença e o desrespeito. 









4 comentários:

  1. Eu me considero um ser humano. Complicado, mas ser humano. Hoje sou menos pior do que já fui pois a intolerância já fez parte do meu cotidiano.
    Graças a Deus, tive o coração transformado e repudio qualquer forma de violência. Nesses tempos em que o dinheiro significa praticamente tudo parece que as pessoas são descartáveis e são tratadas assim pois se alguém sai da tua vida tem outros muitos pra entrar ( via internet) e assim não temos cultivado o amor e a tolerância como deveríamos. A violência tem explicação, mas não tem justificativa!
    Um abraço carinhoso.

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  2. Boa noite, Sandra, gratidão!
    Também me considero ser humano, falho, mas humano!
    Passei minha infância e adolescência sonhando com um mundo melhor, um mundo sem violência e protagonizei a pior das violências na velhice, praticada pelos meus próprios filhos e noras.
    Tem toda a razão, Sandra, o dinheiro e o poder corrompem as pessoas, onde a intolerância predomina, viramos objetos descartáveis.
    Sempre acreditei que as pessoas só precisavam de oportunidade para aflorar o bem, hoje já não posso afirmar isso, quem é do mal jamais cultivará o amor e a tolerância, jamais se transformará, mas à medida que o tempo passa, se tornará cada vez mais cruel e eficiente em sua perversidade...
    Também repudio toda e qualquer forma de violência!
    Abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  3. Olá Maria Teresa e Sandra!!
    Muitíssimo obrigado pela atenção e carinho...
    Meu objetivo neste texto é de fazer as pessoas refletirem sobre a consciência da importância de se perceberem, de identificarem equívocos, de permitirem um novo olhar com discernimento (a palavra discernir em sua etimologia significa: peneirar. Em outras palavras, a capacidade de perceber diferenças, ou seja, a capacidade cognitiva que todos temos de fazer separação, de saber fazer avaliação, de saber ponderar, etc... E digo isto porque nós podemos avançar, todos, através do conhecimento e humildade para fazer desconstruções em busca de aperfeiçoamento.
    Deixo um abraço carinho para vcs e mais uma vez agradecendo imensamente pelo carinho e atenção!!

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    1. Boa noite, gratidão!
      Bem lembrado, Romeu, todos temos a capacidade de saber fazer avaliação, de ponderar, mas muitas vezes, não damos atenção à razão.
      Assim, nos achando "capazes", cometemos equívocos...
      Hoje, com mais experiência e mais humilde, confessamos que nada sabemos da vida, ainda estamos assimilando as lições que vivenciamos, desconstruindo todos nossos conceitos, apenas tentando aprender a viver liberta dos pesos.
      Agradeço, Romeu, por estar atento e nos puxar de volta ao objetivo do texto. Devemos ter consciência que está em nossas mãos o futuro de nossos filhos, de nosso país, é necessário uma imediata mudança de atitude, procurar "conhecer o outro e me reconhecer nele" = respeitá-lo, aí começa o nosso aperfeiçoamento.
      Tenha um excelente domingo, abraços carinhosos
      Maria Teresa

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