Com amor, todo sonho é possível

Último sapo...



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#partiuconsultório
Que meus pés me levem onde haja amor

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ÚLTIMO SAPO
Basta, pois só passa mais este sapo e assim
Mesmo, arranhando a garganta, provocando
Tosse, dor, engasgo e ferida, então cai fora,
Agora, pois não te quero mais na minha vida.
Aproveita e volta pra o mato que abrigava teu
Corpo meio morto, onde sem sul ou norte tua
Companhia na fria noite sulina era só a carícia
Duma forte ventania, aquela quando o Minuano
Vai uivando e ventando, carregando e levando
Tudo, até mesmo tua felicidade na tempestade.
Que pena tive quando soube que tiveste o toque
Só da mãe-natureza que com toda certeza não te
Privilegiou nem com o retoque na beleza, pois feio
Ficaste, pudera, afinal com estes tantos acalantos
De maldade e pérfida crueldade andando a galope
Na tua sorte, chegarias um dia à morte que levaria
Tuas rusgas, rugas, lágrimas, mágoas, pavor e até
Tua dor pelo pódio do ódio, pelo horror do desamor.
Então não é a toa que criaste a peçonha que, sem
Pudor ou vergonha, tomou conta desta tua pessoa!
Assim, cativado dia e noite pelos mil maus-tratos
Só podias mesmo virar um traste, um farrapo, um
Trapo de ser humano neste plano, o sinônimo da
Semente do açoite, a flor do terror e o fruto do pior
Alimento que engoli e do estrago que senti quando
Príncipe te quis e sapo te descobri, medíocre guri.
Lembro quando contavas da tua infame infância, de
Quão triste existe ainda a herança na tua lembrança
De criança, pois a noite escurecia, mas não dormias
Por sonhos albergados suspensos, densos e tensos.
Não podias mesmo sequer sonhar, pois despertada
Estava a tua vida vestida do nada pela realidade tão
Nua e pura, crua e dura que te sobressaltava, então
Ser diferente tu nem conseguirias por tantos sonhos
Arrasados e atrasados, pelo presente passado e um
Futuro que já nasceu morto e enterrado, pelo menos
Comigo, pois nem como sombra me assombras, já
Que não és um perigo, exceto pra ti quando te deres
Conta que levei o amor que criei contigo, que castigo
É não saber amar, se odiar e virar no próprio inimigo.
Triste eu sei, mas é que cansei deste teu jeito sem
Jeito, pois muito tentei te ajudar a mudar, até sapo
Engoli por ti, mas não adiantou, pois segues sendo
Um réptil viscoso e acre, de imagem escorregadia,
Que vai nascer e morrer igual o dia todo, todo o dia
E saibas que hoje tenho vergonha da tua pessoa, já
Que viraste a mais pura representação da frustração,
A plenitude da depressão e a magnitude da omissão.
Então para de me buscar, de te arrastar, de mendigar
Piedade pra eu te ajudar, não, não adianta te flagelar.
Vai atrás da tua essência e vê se achas a decência pra
Jamais pedir clemência pela subserviência da própria
Existência e para, não fala, te cala, pois não pretendo
Mais ouvir teu tormento, ser o alimento pra o sustento
Do teu lamento, então, por favor, pelo amor que por ti
Um dia senti, vai embora agora, guri, pois quero viver
Longe de ti e dos sapos, pegajosos e horrorosos, que
Engoli, que ainda, digerir não consegui, e agora, com
Licença, doente, sai da frente, porque preciso voltar a
Confiar em gente, amar urgente e ser feliz novamente!
Guria da Gaúcha Poesia
Pedaços de Mim,
Página 78,
1999
Ana Lúcia


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E que olhar...
Ana Lúcia 

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Bye babys
Tenho aprendido que no que diz respeito
à construção da minha felicidade,
eu mesmo devo assentar
os tijolos diariamente!
Bom descanso a TODOS !!

Gratidão, Ana Lúcia!

"Quando a dor de não estar vivendo for maior
que o medo da mudança, a pessoa muda!"(Freud)
Agradeço pela minha Vida, que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!
Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!
Abraços carinhosos

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