Com amor, todo sonho é possível

A impunidade que nos mata!


A que ponto chegamos:
antes a Mulher não denunciava 
os abusos, violências e estupros,
porque não havia Lei.
Hoje,
temos Lei,
mas de que adianta a Lei,
se não há a efetiva aplicação,
com os devidos rigores,
aos homens que transgridem a Lei?
Continuamos sendo humilhadas nas DPs,
ao ponto das Mulheres que estão sendo
abusadas, violentadas e estupradas,
preferirem colocar nas redes sociais,
do que denunciar às autoridades,
porque sabem que os machões 
gozam da IMPUNIDADE.

Que país é este?

Esses dias um amigo querido aqui do facebook fez um post prestando solidariedade à nós, mulheres, e à escritora Clara Averbuck, que sofreu um estupro pelo motorista do uber que ela utilizou.
Um outro homem, que é um dos "amigos" de facebook desse amigo meu questionou a posição da Clara, que estava avaliando se prestaria queixa na delegacia ou não sobre o crime do qual foi vítima. Ele disse ao meu amigo que ele estava sendo idiota (usou essa palavra mesmo, embora eu esteja resumindo aqui sua fala). Esse tal dizia que queria argumentos, dando a entender que, se a mulher não denuncia, pode-se duvidar dela.
Ele queria argumentos (usou exatamente essa palavra).

Bem, a Clara argumentou em suas redes, e muito bem. Mas ele parece que não se convenceu. Então aí vão, alguns argumentos:
- Semana passada, em 5 dias, 4 mulheres foram assassinadas por seus maridos/namorados/companheiros/ex-namorados na grande São Paulo. E 1/3 das mulheres assassinadas em nosso país são assassinadas por seus maridos/namorados/companheiros/ex-namorados.
- Todo mundo se choca com a realidade das mulheres na Índia, com seus altos índices de crimes de estupro. Pois bem, uma séria pesquisa no Brasil mostra que uma mulher é estuprada a cada 11 minutos aqui. Na Índia, é um caso a cada 21 minutos. Estamos pior que lá, e sabemos que tanto lá quanto aqui os números estão bem longe da realidade. Inúmeros casos não são registrados porque as mulheres têm medo, serão questionadas, novamente humilhadas e até mesmo mais uma vez violadas ao fazerem a denúncia.
- O Brasil é o país que mais tem casos de crimes homofóbicos no mundo. Não é um detalhe e não estou tirando o foco da mulher. Os homossexuais sofrem violências sobretudo por serem comparados às mulheres.
- Essa semana aqui em São Paulo um homem ejacuolou em uma moça dentro de um ônibus na Av. Paulista. O homem foi levado à delegacia em flagrante. Tinha 5 passagens anteriores pela polícia, por estupro. O juíz achou que ejacular na moça, dentro de um ônibus, durante o dia, na Av. Paulista, não é uma "crime tão grave". E ele foi solto.
- No dia seguinte outro caso, na mesma Avenida, um homem passou as mãos nos seios de uma mulher também em um ônibus. Isso foi no dia seguinte do caso anterior. Tá fácil para eles, e chocante para nós. :(
Ainda faltam argumentos?
As mulheres são as maiores vítimas e ainda assim são questionadas, culpadas, ofendidas, e não valem nada na concepção desses homens e pessoas machistas, que são coniventes com esses crimes absurdos.
Isso precisa acabar. Por isso os quadrados pretos. Por isso não podemos calar. Estou abalada, triste, chocada. Que tempo ruim...

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Lei para punir assédio em espaços públicos




Escritora Clara Averbuck relata ter sido estuprada por motorista de Uber

'Fui violada de novo porque estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido também', escreveu ela em sua página do Facebook


A escritora Clara Averbuck publicou nesta segunda-feira, 28, um relato em sua página no Facebook em que afirma ter sido estuprada por um motorista do serviço de transporte privado Uber. No texto, que já conta com mais de 1,4 mil reações, ela conta o episódio. 

''Virei estatística de novo. Queria chamar de 'tentativa de estupro', mas foi estupro mesmo. Tava bêbada? Tava. Não vou incorrer no mesmo erro de quando eu era adolescente e me culpar. Fui violada de novo, violada porque sou mulher, violada porque estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido também'', escreveu ela. 

Clara conta que: ''o nojento do motorista do uber aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim, ainda pagando de que estava ajudando 'a bêbada'''. 

Depois do ocorrido, ela diz estar em casa e já ter recebido cuidados médicos. ''Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa delegacia da mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar. Não quero impunidade de criminoso sexual mas também não quero me submeter à violência de Estado. Justamente por ter levado tantas mulheres na delegacia é que eu sei o que me espera. Estou ponderando.''

''Estou com o olho roxo e a culpa de ter bebido e me colocado em posição vulnerável não me larga. A culpa não é minha. Eu sei. A dor, a raiva e a impotência também não me largam. Estou falando tudo isso para que todas as que me lêem saibam que pode acontecer com qualquer uma, a qualquer momento, e que o desamparo e o desespero são inevitáveis. O mundo é um lugar horrível pra ser mulher'', finaliza. 

A publicação já foi compartilhada por 62 pessoas e conta com uma série de comentários em apoio à Clara.
Abaixo, confira a publicação na íntegra:




Profundamente consternada,
com o descaso, o desrespeito, o questionamento e
a violência do Estado,
quando na verdade, ele deveria amparar,
acolher e proteger a Mulher,
punindo, severamente,
quem não respeita a Mulher!

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