Com amor, todo sonho é possível

Sabe o que é ideal para você?


A imagem pode conter: 1 pessoa, close-up e texto

SABE O QUE É IDEAL PARA VOCÊ?

A música Ciranda da Bailarina da Adriana Calcanhotto (você poderá ouvi-la no fim deste artigo), além de muito lindinha, é um expoente idealista. Todo mundo tem defeitos, fedores e coisas feias, menos a bailarina. A bailarina é o ideal de pessoa: linda, limpa e cheirosa. A música é uma deliciosa ironia e de forma bem humorada trata do aspecto superlativo no mundo infantil: criança constrói personagens ideais e perfeitos, baseadas em seus sonhos, desejos e projeções inconscientes.
O idealista é devaneador, sonhador, platônico, ingênuo, romântico, lírico e, por que não, um visionário. Até certo ponto, o idealista consegue ser feliz, pois se recusa enxergar a vida pelas cruas lentes da realidade, mas prefere fantasiar que tudo é melhor a que parece, ou que será muito melhor que talvez venha a ser. O idealista só enxerga o que quer ver. Neste contexto, todos nós somos, em maior ou menor grau, idealistas. De fato, alguns idealistas pensam que são otimistas e alguns que se definem como otimistas, não passam de idealistas.
"O IDEALISTA É INCORRIGÍVEL: SE É EXPULSO DO SEU CÉU, FAZ UM IDEAL DO SEU INFERNO" - Nietzsche
Depois de muitos anos vendo os desenhos da Disney, algumas garotas (e até mulheres) sonham com um relacionamento ou casamento que seja tal qual conto de fadas. Isto não é ruim, desde que se tenha a perfeita noção que contos de fadas não existem.
Há pessoas que eu conheço que estão infelizes sem namorados ou namoradas e só assim estão porque idealizaram namorar com pessoas que não existem na vida real…
Mulheres que eu conheço e que estão infelizes no casamento, só assim estão porque idealizaram um marido que não existe. Sonharam com o príncipe da Disney, que não ronca e nem flacta. Contudo, como diz a canção: só a bailarina é que não tem piriri!
"UM IDEALISTA É ALGUÉM QUE, AO PERCEBER QUE UMA ROSA CHEIRA MELHOR QUE UM REPOLHO, CONCLUI QUE ELA TAMBÉM DARÁ UMA SOPA MELHOR". - Mencken
Como já foi dito: quanto mais altas estiverem as expectativas, maiores serão as frustrações. (Se quer saber mais sobre expectativa, clique aqui. Se sobre frustração, clique aqui ).
Muitas pessoas estão infelizes no trabalho porque planejaram um mundo profissional ideal, sem chefes chatos, com aumentos salariais perpétuos e promoções compulsórias. Um mundo profissional onde a competição seja honesta. A partir deste ideal, constrói-se um fértil terreno para infelicidades persistentes e frustrações consistentes, já que o ideal não está no mundo profissional real, mas apenas no mundo das ideias.
Nossa sociedade tem construído adultos infantilizados.
Um aspecto recorrente que me chama atenção no comportamento de Jesus de Nazaré (narrado nos quatro Evangelhos canônicos) é sua capacidade de “dar a real”. Ele não enfeitava! Ele não inventava. Não tentava fazer da vida um Facebook cheio de fotos sorridentes, quando, na verdade, temos chorado escondido pelos cantos da vida: um retrato da alma.
Jesus chamou a adúltera de adúltera.
Chamou o religioso de hipócrita (que não vive o que prega).
Chamou os duvidosos de homens de pouca fé.
Mandou pagar impostos (dar a Cézar o que é de Cézar), sem relativizar o roubo ao Estado. Não é porque o Estado é pecador que tenho o direito de também o ser.
Jesus disse a Pedro: “Arreda Satanás!”, sem medo de ofendê-lo e perder um seguidor importante.
Jesus dava a real situação, sem enfeites.
Contudo, uma vez denunciado o pecado, encarado o defeito ou ensinada lição, Jesus sempre perdoou a adúltera, segurou na mão do que não tinha fé, retirou a moeda do imposto da boca do peixe e reconheceu o discernimento do Espírito Santo na vida de Pedro. (Só para o religioso hipócrita que não teve solução… Hehehe).
Jesus mostrava pecados, defeitos e problemas de maneira tão contundentemente cruel, quanto logo produzia soluções tão amorosamente constrangedoras. Ele nunca quis expor ninguém, mas tratar problemas reais com soluções reais. Os psicólogos dizem que somente conseguimos vencer um trauma quando entramos em contato com ele.
Ao contrário do que possa parecer, Jesus não era um religioso idealista, que sonhava com situações fantasiosas perfeitas ou pessoas sem pecados, mas sim um mestre realista, que lidava com pessoas reais, problemas reais, fedores reais e ensinava todos que, com Deus, poderia haver esperança, pois milagres são como problemas: reais!

Gratidão, Café com Deus!

Agradeço pela minha Vida, que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!
Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!
Abraços carinhosos

0 comentários:

Postar um comentário