Com amor, todo sonho é possível

A Casa e o Mar!

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Palavra de quem já vagou sem teto por um longo tempo 

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_A Casa E O Mar_


Avistei da praia a casa branca sobre grandes pedras e janelas azuis. Como se chega nela? Pela praia não dá. Ela beija o mar, mas não permite que cheguem nela pela areia.



Apontei a casa e disse que eu estava apaixonada por ela. Mais tarde a mulher da venda me falou que era preciso subir um morro e andar dez minutos, dentro de uma mata, para alcançá-la. Por carro também não dava para chegar.



De noite imaginei o mar bravio quebrando nas pedras e a espuma molhando os vidros. Imaginei a casa branca beijando o mar e rindo daqueles que, pequenos como nós, quisessem se aproximar. Não, ela não se deixava alcançar facilmente.



A casa tinha suas próprias regras. A casa fazia amor com o mar todas as noites, mas não dava bola para a areia. A casa era beijada ardentemente pela fúria daquelas águas, mas não aceitava que alguém a alcançasse por descuido. 



Comentei sobre a casa. Disse que a desejava. Aquela casa, lá? Caminhar dez minutos para chegar? Só louco.


Mas algo nela me seduzia de forma visceral. O próximo e distante estavam na casa. Ela estava fincada na terra, mas vivia todos os dias voltada para aquela imensidão azul. Se perguntassem a ela, ela diria que o mundo era água. 

Lembrei do terapeuta a me dizer. Ninguém te alcança. Não é fácil se aproximar. Lembrei-me do jardim do consultório e das marcas da cadeira dele a revelar o reboco da parede como quem revela a verdade. 

Aquela casa era eu. Aquela casa tinhas seus caminhos. Tinha suas razões. Tinha sua beleza, mas o amor dela, ah o amor dela, só podia ser dele, daquele mar.

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Quando eu era criança, 
gostava de nadar de costas na piscina rasinha. 
Deixava os ouvidos dentro da água e os olhos voltados para o céu. 
Olhava as nuvens e passarinhos lá no alto e ficava ouvindo a água. 
Lembro dessa sensação de paz, de como era bom viver os dois mundos.
 Depois eu cresci e passei a ler sorrisos, 
a sentir pensamentos, a entender o silêncio das bocas. 
Ainda ouço de um outro jeito, com os ouvidos mergulhados no coração.
 Sofro de surdez emocional.
 Quando a razão chama eu nem sempre escuto. 
Estou preocupada tentando decifrar o que diz meu coração.
 E hoje ele diz: viva, viva.
Texto de Vanelli Doratioto


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Vanelli Doratioto

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Vanelli Doratioto

Gratidão, Vanelli Doratioto

Agradeço a Deus, pela minha Vida, 
que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!
Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!
Abraços carinhosos

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