Com amor, todo sonho é possível

Então o que eu queria lhe desejar é esperança.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, close-up
'' Tenho apenas um coração.
 Mas cabe tanto amor dentro dele
que parece que ele se multiplica... ''
Neidinha Borges.😍😍😍
 —

 com Victor Dias Taveira e Aline Dias.

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e close-up

Bom diaaaa
Ótima sexta feira 4 de maio.
Tudo lindo para você, com paz e muito amor. 
Beijão 😘😘😘


A imagem pode conter: 1 pessoa, sorrindo, em pé e texto
#partiusexta
Bem por aí...🙏🙏🙏


A imagem pode conter: 1 pessoa
Então o que eu queria lhe desejar é esperança.
 Se não a mesma esperança que tínhamos lá atrás,
 quando algo não saía conforme o combinado e
 a gente acreditava que ‘pra tudo dá-se um jeito’ ou
 que faríamos ‘diamantes de pedaços de vidro’; 
pelo menos o desejo de que saia ileso da descrença, 
da desilusão. 
Que não amargue suas convicções
 nem subtraia a delicadeza do olhar.
 Nem tudo caminha conforme o combinado, 
algumas tristezas e perdas são irremediáveis,
 mas o saldo é descobrirmos que a existência
 é cheia de ciclos e recomeços...
__ Fabíola

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, árvore, atividades ao ar livre e natureza
"O caminho não mudou
Continua o mesmo...
Fui eu que mudei!"
Laura Mello
A imagem pode conter: texto
Boa tarde
uiii... Por ai

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e sapatos
MEMÓRIAS CONTAMINADAS

Um dos trabalhos que eu mais gostava de realizar era o de ajudar o Velho, como carinhosamente chamávamos o monge mais antigo da Ordem, a cuidar do jardim interno do mosteiro. Aprendi que tudo no mundo reage na exata medida dos nossos sentimentos, em troca incessante. Com as plantas não é diferente. De sobra ainda conversava com o monge e ouvia as suas conversas com outras pessoas. Tudo era aprendizado. Naquele dia, lembro-me bem, fazia um frio não muito intenso em céu azul e o calor do sol trazia um aconchego morno ao corpo, o monge foi surpreendido pela visita de uma sobrinha. A moça, na casa dos vinte anos, estava com a alma em grande bagunça; não conseguia alinhar ideias e sentimentos.
O motivo era o seu relacionamento com o pai. Desde o berço a jovem morou apenas com a mãe. Esta, logo se casou e teve outro filho. Sempre teve uma boa convivência em casa com o irmão e o marido da mãe. O pai, ainda que pese as grandes diferenças de relacionamento com a mãe, nunca deixou de procurar a filha, embora não na maneira que a menina desejava, entendia ou lhe foi dito que ele precisava fazer. Nos últimos tempos as tentativas do pai em se fazer mais presente a incomodavam de uma maneira que ela não sabia explicar, embora não admitisse, e mostravam uma escura lacuna sentimental que necessitava ser colorida. Ela nem sempre reagia bem a essas investidas paternas.
Sentados em um banco de pedra, a jovem desfiou um rosário de situações passadas em que apontava a ausência do pai, onde entendia que ele deveria ter sido atuante. A presença dele, agora mais intensa, de algum jeito, trazia desconforto. O Velho a ouviu com a sua enorme paciência até que ela esgotasse o rol de críticas. Depois, ele disse com ternura: “Existe um mar de ressentimentos e você parece se afogar nele. Sobreviver nas águas da mágoa só é possível com a boia do perdão; perdoar é respeitar o direito do outro as mesmas infinitas oportunidades que você teve e tem”. Olhou a sobrinha nos olhos e perguntou: “Onde você estaria se a cada equívoco não lhe fosse permitido renovar as chances”? Sem esperar resposta, complementou: “Somente o conhecimento de si próprio concede as bênçãos da tolerância para com toda a gente, degrau fundamental para a paz”.
A moça sustentou que a sua pouca afeição estava atrelada à memória de muitas decepções. Nesse quadro contabilizava finais de semana em que ele não apareceu ou em festas escolares em que não se fez presente. O monge a olhou com doce compaixão e falou: “É muito cômodo elegermos alguém para ser o responsável por todas as nossas infelicidades e frustrações. Isso nos desculpa do esforço transformador de sempre oferecer o melhor. Evita o trabalho de entender o outro, aprender sobre nós e a buscar soluções diferentes que tragam harmonia e equilíbrio ao convívio. Assim, a suposta vítima sempre clama por mudança no comportamento alheio e esquece que a vida não compactua com a estagnação nem com lamentos. Se nega a entender a parte que lhe cabe. O sofrimento estará sempre a serventia de um olhar equivocado sobre todas as coisas”.
A sobrinha se irritou com o Velho, bateu no peito e o questionou se ele não acreditava em suas memórias, nas situações em que ela tinha vivido, em tudo que sofreu. Ele, a segurou pelas mãos com ternura, e falou: “Tenho absoluta convicção de que todos os seus relatos são reais. Percebo a sua dor, mas sei como a memória resta contaminada pelo ambiente em que vivemos, se altera pelo nível de consciência que atingimos e, principalmente, se mistura com a bagagem emocional que carregamos. Este pacote tem o poder de embaçar a melhor verdade”.
“Enquanto você acreditar que cada ausência do seu pai se transformou em uma dívida afetiva que, pior, nunca poderá ser quitada face a sua necessidade de olhar para ele como eterno devedor, você não conhecerá a força libertadora do perdão, não vivenciará tudo de bom que habita em ambos, não se permitirá o mel da vida”.
Irritada, a jovem tornou a relatar as esperas que foram em vão, os passeios que não aconteceram, os abraços que desejava e não existiram, os beijos que se desmancharam no ar. Perguntou ao tio se ele desprezava os seus sentimentos e tudo que havia vivido. O monge manteve a serenidade em seu tom de voz: “Claro que não, minha querida. Apenas percebo a sua insistência em carregar um inútil livro-caixa, no qual contabiliza as suas mágoas, ou os supostos erros do seu pai. Enquanto mantiver o mesmo comportamento, não haverá avanço. É indispensável despir as roupas pesadas e escuras da memória para lhe emprestar outras mais leves e coloridas, permitindo maior desenvoltura em seus próximos passos. É necessário outro olhar. Relembrar os eventos escolares em que ele compareceu e ficou sentado em um canto sem qualquer atenção, fazendo o papel de mero figurante; os finais de semana que foram desmarcados porque você tinha programação mais interessante com suas amigas ou alegava estar gripada; dos encontros em que você se posicionou de maneira tão reativa que se tornaram chatos por dificultar qualquer carinho”.
“Lembro de tê-lo encontrado certa vez, logo após uma festa de aniversário e perguntei o motivo de sua ausência. Ele confidenciou, com os olhos molhados, não ter sido convidado”, deu uma breve pausa e concluiu: “Se por um lado ele não foi o melhor pai que poderia ter sido, por outro, ele foi o melhor pai que lhe foi permitido ser”.
A sobrinha abaixou os olhos, o Velho lhe acariciou o rosto e prosseguiu com doçura: “Não há perfeição em nenhum dos lados. A sua mãe é minha irmã, sei de como ela é uma doce criatura e do enorme amor com que lhe criou. Mas sei, também, das mágoas dela para com o seu pai, do ciúme velado do marido. Entenda como o ambiente era hostil para uma criança desenvolver a melhor imagem do pai, mesmo sem qualquer acusação frontal. A sua memória afetiva em sua relação paterna restou contaminada. Erros do seu pai? Houve muitos, porém não foi um privilégio exclusivo. Todos tropeçaram. Todos apresentarão motivos e justificativas. Entender isto é compreender o significado maior da preciosa lição de oferecer a outra face, ao se permitir olhar através da ótica alheia. Isto não significa, necessariamente, dar-lhe razão; mas em ter respeito pelas sagradas razões do outro”.
Ficaram algum tempo em silêncio, até que a moça falou que estava disposta a dar uma segunda chance ao pai. “Ao falar em segunda chance você já se coloca em patamar distinto do dele, em posição superior, mantendo o abismo que sempre os separou. No mais, por que falar em segunda chance? Será que ele teve uma primeira? Vocês se separaram desde cedo e a convivência sofreu muitas interferências indevidas. O convívio entre pai e filha nunca teve a paz necessária para florescer. Tente calar a voz do mundo, aquela que sempre aponta defeitos em todos; escute o silêncio que o coração sopra, indicando a beleza existente em cada um de nós. É necessário consolidar as fraturas emocionais; descontaminar o passado. Só assim será possível a leveza imprescindível para seguir no Caminho”. Deu uma pequena pausa e finalizou: “Não raro, imaginamos que o nosso discurso nos define; mera bobagem. Muitos acreditam que as nossas ações têm a autoridade para falar por nós; pura verdade. Todavia, nada revela melhor a essência da alma do que a maneira como reagimos a cada movimento do outro; este é o perfeito espelho. Todos os convívios trazem em si mestres ocultos. Agradeça por todos eles”.
O monge abraçou a sobrinha e disse: “Apesar de todos os desencontros e farpas, nunca esqueça o mais importante: o seu pai nunca desistiu de você. Por todos esses anos, ele se esforçou, dentro dos limites da própria capacidade, para estar ao seu lado. Se você olhar, à margem das mágoas e decepções, encontrará o amor que o seu pai sempre lhe ofereceu sem nunca ter conseguido entregar”.
“A dificuldade em aceitar o amor do seu pai pode estar no medo de desconstruir a imagem que você tinha dele e de si mesma, na estranha sensação de que tudo que viveu até agora tenha sido um equívoco ou uma farsa. Abdicar da confortável, porém estagnante, papel de vítima nem sempre é fácil. Encare a oportunidade de escrever uma nova história, na qual haja lugar para a felicidade. Negar uma chance ao amor é o maior dos enganos”.
A jovem, com uma lágrima escapando pelo canto do olho, disse que uma sensação boa lhe invadia o corpo e procuraria o pai naquele mesmo dia em busca dos abraços perdidos. Deu um beijo estalado na bochecha do tio e partiu quase aos pulos, como uma menina que descobre que o mundo pode ser um bom lugar.
A sós com o Velho, perguntei-lhe quem ele achava que tinha razão naquele imbróglio. Ele me olhou com a piedade de quem tem que explicar o óbvio e disse: “Isto é o que menos importa. Para todo fato há no mínimo duas versões, além da verdade”. Deu uma pequena pausa e concluiu: “A magia da vida está nos encontros. Ali você se revela, supera e entrega o melhor de si. Só então, mais leve, por ter tirado tanto peso das costas, fica em condições de seguir adiante”. DA

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e close-up
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida.
 Há o amor. 
Que tem que ser vivido até a última gota.
 Sem nenhum medo. 
Não mata.
Clarice Lispector

A imagem pode conter: texto
🤔🤔🤔

A imagem pode conter: Ana Lúcia Dias, close-up
Boa noite
Ótimo descanso....E o que você quer para amanhã...?
eu já escolhi...
''Todos os dias, temos o livre arbítrio de escolher quem queremos ser. 
Hoje, por exemplo, eu escolhi ser feliz!!!! 
Para amanhã, eu escolhi repetir o dia de hoje. 
E você? Já escolheu?
**Carlos Mateo**

Gratidão, Ana Lúcia!

Agradeço a Deus, pela minha Vida,
 que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!
Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!
Abraços carinhosos

0 comentários:

Postar um comentário