Com amor, todo sonho é possível

Herança: Eu quero a minha parte!


Gosto dos textos publicados pelo pastor Luciano Maia,
estava com saudade, mesmo sem internet, ousei publicar:





Posted: 31 Jan 2019 11:39 AM PST

O psicólogo americano Abraham Harold Maslow propôs no século passado que o ser-humano possui uma hierarquia de necessidades, cuja base é formada por necessidades fisiológicas primárias, as quais seguem sofisticando-se. Quando todas as necessidades de amizade, carinho, conforto, alimentação, moradia e auto-estima estão satisfeitas, chega-se ao topo desta pirâmide, onde está a necessidade de “realização pessoal”.

Todos nós queremos ser realizados em nossas vidas e para isto acordamos cedo, vamos e voltamos, matriculamos e planejamos, compramos, vendemos, alugamos. Muitos enxergamos na auto-realização um caminho para a tão procurada e nem sempre localizada “felicidade”. Para nós é frustrante passarmos por este planeta com a certeza plena que fomos absolutamente insignificantes para o curso da sociedade e que daqui nada levaremos.

No afã de deixar marcas ou registrar sua passagem, homens constroem pontes e torres e nelas descerram placas com seus nomes. Fundam empresas ou universidades com os nomes de suas famílias e fincam seus bustos de bronze no alpendre. Pirâmides foram construídas, panteões erigidos e jardins suspendidos por reis de civilizações que sequer existem mais. As etnias que hoje habitam os territórios dos antigos egípcios, dos clássicos gregos e dos históricos babilônicos nada têm em comum com aqueles povos, já extintos. Toda a sabedoria e poder daqueles povos de outrora existem hoje apenas nos livros.

Todos passaremos e nossos feitos de hoje talvez sequer sejam lembrados amanhã. Daqui há mil anos a linda casa que você construiu com carinho não mais existirá e todo o seu esforço construindo um patrimônio terá sido correr atrás do vento. Tudo passa. Salomão diz em sua sabedoria que não faz sentido correr toda uma vida para deixar bens materiais como herança para quem você nem sabe como a usará. Correr atrás do vento.

O adágio afirma que todo homem deve ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore. Este clichê aponta para a necessidade de se registrar a nossa existência. Deixarmos alguma marca. Mas árvores existem aos montes e mesmo que não plantemos uma, a prefeitura o fará e mesmo que escrevamos um livro, não sabemos se nossas idéias são relevantes a ponto de se derrubar uma árvore para registrá-las no papel.

De todo nosso trabalho, o que seguramente ficará é aquele que ao mesmo tempo é o mais prazeroso e doloroso: Filhos.

A melhor herança que podemos produzir não são bens para a subsistência dos nossos filhos, mas filhos que sejam um bem para a existência humanidade.

Ter filhos é ao mesmo tempo alegria e dor. Sorriso e lágrimas. Certezas e dúvidas. Ter filho é um ato de coragem que nos enche de medo. Educar filhos que sejam relevantes é o maior de todos os desafios que alguém possa almejar.

Filhos são folhas em branco nas quais escrevemos uma carta ao mundo. O desafio é escrever poesias que façam da vida algo leve, e não roteiros que dariam excelentes filmes de terror ou dramas dignos de Oscar.

Muitos investem suas energias relendo o que seus pais ou a existência escreveram em suas vidas e excomungam muitos capítulos mal redigidos que viveram. Até Deus exorcizam, por Ele ter escolhido autores tão amadores para escreverem suas novelas existenciais. Contudo, nosso foco deve estar no próximo capítulo, não no ontem, pois podemos ter a chance de reescrevermos em folhas brancas histórias com trechos menos traumáticos. No fim de tudo, você pode vir a ser um best-seller. Sua história ainda está sendo escrita.

A Bíblia diz que os filhos são “herança de Deus” e eu acredito nisto. São as melhores heranças que eu poderia receber e sei que serão as melhores heranças que neste mundo eu poderei deixar.

Atualmente muitas pessoas das classes médias estão retardando a maternidade e a paternidade. Alguns julgam ser importante primeiro “construir” um patrimônio ou capital profissional para darem conforto aos herdeiros (e a si mesmos). Outros, inebriados pelos inesgotáveis prazeres oferecidos por farto entretenimento (viagens, festas, lazer…), optam por prolongarem ao máximo a juventude, retardando o casamento ou a maternidade. Estas decisões não são um problema em si, pois não há certo ou errado nestes cálculos pessoais que o livre-arbítrio nos concede, contudo, uma ou outra decisão terão suas naturais conseqüências.

Filhos cedo demais podem significar uma interrupção prematura da juventude devido ao excesso de responsabilidades familiares. Querer ter filhos tarde demais pode significar a impossibilidade de engravidar, uma gestação de risco ou pais que se comportam mais como avós, criando conflitos de geração lá na frente.

Contudo, sendo prematuro ou tardio, digo, no que depender de você, seja corajoso e tenha filhos. Digo mais, desafie-se a neles escrever lindos poemas para que, quando eles não mais seus sejam, como “flechas atiradas da mão de um guerreiro”, risquem seus próprios caminhos e alegrem a vida de outros, assim como você também é um poema que a outros alegra.

Retomando sobre a extinção dos grandes impérios, que citamos no início do texto, li anos atrás na revista Exame, que dos nove fundadores da poderosa FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), grandes magnatas do século 20, apenas um terço deles prosperou e manteve o negócio original. Portanto, em 80 anos, seis magnatas brasileiros e suas indústrias desapareceram sem deixarem rastros, seus herdeiros – netos e bisnetos – são hoje cidadãos comuns.

Nestes tempos em que os valores familiares estão cafona, meu desejo é que você, quando for bem velhinho, não tenha um Natal solitário, mas próspero em filhos, netos e bisnetos. E mesmo que nenhum deles recite algo, você possa olhar e “ouvir” sendo recitado o mais lindo dos poemas por meio das vidas deles, e você, com lágrimas nos olhos, estará rindo, transbordando de realização pessoal, pois saberá que é o co-autor de cada frase, herança para a humanidade.

A maior herança que Deus deixou para a humanidade foi seu filho, Jesus, o mais lindo dos poemas que possa ser recitado.



Gratidão, Pastor Luciano Maia!

Agradeço a Deus, pela minha Vida,
 que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!
Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,
me permite servi-Lo com alegria!
Abraços carinhosos

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