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Com amor, todo sonho é possível

PERDAS, ESPERANÇAS & RESTITUIÇÕES.


Posted: 25 Jan 2019 08:00 AM PST
Mais de cem mexicanos morrem queimados ao furtarem gasolina em um oleoduto perfurado por contrabandistas no estado de Hidalgo. Um conhecido me enviou no WhatsApp um filme amador que mostra o exato momento da explosão e várias pessoas correndo desesperadas em chamas. O filme é um horror. Não entendo exatamente a motivação para alguém compartilhar nas redes sociais imagens tão chocantes. O sentimento de compaixão e impotência por aquelas vidas sendo incendiadas vivas confunde-se com a sentimento pouco misericordioso (porém factual), de que eram, na verdade, ladrões roubando gasolina da Pemex, e mesmo o exército no local, não conseguia detê-los na furiosa sede por combustível alheio. Numa teologia veterotestamentária poderíamos afirmar que colheram a ira de Deus instantaneamente. Hoje, passados exatamente sete dias do ocorrido, este evento já não está mais na mídia… Já não choca mais.

Refugiados sírios sofrendo no Líbano são o tema central do filme “Cafarnaum” (drama árabe libanês, escrito e dirigido por Nadine Labaki, Palma de Ouro no Festival de Cannes 2018). É apenas um filme… Porém, como diria Belchior: “Não se preocupe – meu amigo – com os horrores que eu lhe digo, isso é somente uma canção! A vida, realmente é diferente, quer dizer: Ao vivo é muito pior!”. Mas dói saber que no meio do mais de milhão de sírios refugiados no Líbano, seguramente existem milhares de histórias idênticas à do protagonista Zain. Dói ainda mais saber que histórias semelhantes também acontecem com parte dos milhares de “refugiados nordestinos” vivendo nas ruas de São Paulo. Assim como com parte dos 54 mil “refugiados brasileiros” vivendo em Sol Nascente (2ª maior favela do Brasil, em Ceilândia, há apenas 43 km da minha confortável casa).

Um amigo – recentemente conquistado – encontra-se numa batalha judicial sangrenta com o ex-sócio, o qual (notoriamente reconhecido na praça como um gatuno desleal) não está medindo qualquer esforço e violência para transformar a vida deste meu amigo num calvário rumo ao tártaro. Meu amigo é um homem rico (para os padrões brasileiros), tem vida confortável e família estável, mas isto não o tem livrado desta pena torturante em sua alma.

Outro amigo – igualmente tenro, porém recém-casado – está na batalha para não abrir falência. Ele abriu um pequeno comércio, contudo a economia brasileira não o favorece. Endividado, ele me ligou hoje pedindo conselho, apoio e orações, pois precisa de orientação para tomar decisões contundentes, uma vez que sua saúde física e emocional já estão sendo comprometidas – e ele não quer que a saúde do seu precoce casamento também o seja.

Acima foram quatro estórias sobre perdas. Perdas de vidas, perdas de saúde, perdas de dinheiro, perdas de dignidade. Eu poderia incluir aqui inúmeras outras estórias de perdas, nas quais eu figuraria como intérprete, mas quero poupá-los. Mesmo as pessoas que melhor me conhecem, não sabem metade das provações que saboreei. Sou um ator que tem dó da plateia. Porém, ao contrário de ficar revolvendo em meus padecimentos passados, Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. Quero discursar sobre restituição.

Em meio a uma dentre as maiores perdas de minha vida, em meados de 2003, foram-se os anéis e também os dedos. Endividado, sem saúde e com a reputação na latrina, recebi uma palavra do Senhor, a qual, em tom profético, dizia que Ele restituiria os anos que foram roubados pelo gafanhoto (“Devolverei tudo o que você perdeu quando eu mandei as enormes nuvens de gafanhotos, que, como exércitos, destruíram suas colheitas. Mas logo você terá comida até não querer mais e louvará o Senhor, seu Deus, que derramou tantas bênçãos sobre você. E você nunca mais será humilhado. Você ficará sabendo que eu estou com você; saberá que eu, o Senhor, sou o seu Deus e que não há nenhum outro Deus. E o você nunca mais será humilhado”). Em meio à angústia de alma, aquelas palavras foram capazes de acender uma pálida esperança, a qual eu alimentei com todas as minhas forças, pois eu não tinha onde me agarrar, a não ser na esperança.

Primeiro veio a restituição da saúde. Inicialmente fui curado da depressão. A seguir fui milagrosamente curado do braço direito, desaparecendo as dores lancinantes e retomando com os movimentos, após ter sido desenganado pela equipe médica do Hospital Sarah Kubitscheck.

Em seguida veio, paulatinamente, a restituição das finanças. Existem dois lances específicos da minha restituição material que foram agudamente marcantes, porém consumiriam aqui muitas linhas para contar… Assim… ficará para oportunidade outra.

“O Senhor não rejeita ninguém para sempre”

Estes quatro soturnos enredos contados no início deste texto me fazem lembrar de minhas próprias histórias. Perdas, esperanças e restituições fazem parte da minha vida, assim como podem fazer parte da sua.

Se você está atravessando perdas e dificuldades, não se preocupe, encha-se de esperança, pois vai passar e haverá restituição. Mas se você está passando por confortável prosperidade de vida, também não preocupe, igualmente vai passar. Tudo passa!

Apesar de eu preferir ler a Bíblia na nova tradução na linguagem de hoje (NTLH), tem uma poesia na Bíblia que eu prefiro ler na primitiva tradução feita pelo Padre João Ferreira de Almeida:

“Lembra-te da minha aflição e do meu pranto, do absinto e do veneno…
Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim.
Porém, quero trazer à memória o que me pode dar esperança!
As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; elas renovam-se cada manhã! Grande é a tua fidelidade!
A minha restituição é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, eu esperarei nele.”
[Não sabemos quem é o autor desta linda poesia. Ela recebe o título de “Lamentações” e por tradição é dada autoria ao profeta Jeremias]

Apesar de ter autoria imprecisa, sabe-se que esta poesia foi escrita num período sombrio, quando os judeus eram escravos na Babilônia (entre 600 a.C. e 530 a.C.). Em meio a sofrimentos reais, o profeta alcançou  energia para proclamar:
“Só eu conheço os planos que tenho para vocês: prosperidade e não desgraça e um futuro cheio de esperança. Sou eu, o Senhor, quem está falando”. (Jeremias 29:11)

Em meio às minhas perturbações e angústias existenciais as quais eu narrei acima, foi justamente esta promessa transcrita no capítulo 29 do livro “Jeremias” que à época bateu na minha alma, alimentando a chama da esperança e não me deixando desfalecer.
A perda pertence ao homem, mas a restituição pertence ao Senhor! Tenha esperanças n’Ele.

Luciano Maia , Verão’ 2019

Gratidão,  Café com Deus.!

Agradeço a Deus, pela minha vida, 
que o Senhor Jesus resgatou e restaurou!

Minha eterna gratidão aos meus filhos
Cássio Alexandre e Almir Rogério,
por colaborarem para que eu tivesse um teto!

Minha eterna gratidão à Gorete e ao Daniel,
que me deram vida e voz, através da YAHSAT!

A internet YAHSAT é de excelente qualidade,
minha gratidão à YAHSAT

Agradeço a Deus, que por Sua Graça e Misericórdia,

me permite servi-Lo com alegria!

Abraços carinhosos

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